um raio de luz entra pela janela
e ilumina minhas roupas
jogadas no chão do seu quarto.
dou uma espreguiçada
e deito a cabeça em seu peito
ouvindo as batidas do seu coração
mais frequentes que o usual.
você acaricia minha nuca
brinca com o meu cabelo
e eu te digo que sou capaz de passar muitas horas aqui.
se estivéssemos em um filme
a fotografia seria toda em tons pastéis
rosas, azuis, beges
uma calmaria que só, uma paz reconfortante.
sinto seu olhar em mim
penso em quando você me disse que me acha mais bonita cada vez que me vê
e eu acredito em você
mesmo aqui.
sem maquiagem
com o cabelo todo bagunçado
e essa cara de sono
sorrindo para você.
você sorri de volta
como se admirasse uma obra prima
será que não quer me emprestar seus olhos gigantes
pra eu me ver com tanta doçura também?
você diz que eu vivo inflando seu ego
então é melhor não pegar meus olhos emprestados
pra garantir, nem procura seu reflexo neles
senão vai acabar vendo o quanto você é absolutamente belo.
(vou guardar esse segredo
por enquanto)