sábado, 18 de junho de 2016

Seja gentil

Sobre alguém que me fez muito mal e não entende isso.

Seja gentil
Diga um bom dia animado
Mesmo quando sua autoestima foi por água abaixo.

Seja amável
Faça alguém rir
Seus ideais podem estar errados
Mas a bondade nunca está.

~refrão:
Hey
Não foi dessa vez
A maldade é mais densa, você tem que voar
Mas tudo bem
Ela se esconde além
Naqueles medos, inseguranças
Você é bonita quando faz o bem.
Nunca fique sem.

Se acha que a justiça não lhe sorriu
Conteste o juiz, não crie réus
Não há mérito em tirar o mel de uma criança
Porque as outras não encheram a pança.

Cada caso é complicado
A desvantagem do outro jamais lhe servirá
Se estou errado
Não é por isso que o mundo te bonificará.

~refrão:
Hey
Não foi dessa vez
A maldade é mais densa, você tem que voar
Mas tudo bem
Ela se esconde além
Naqueles medos, inseguranças
Você é bonita quando faz o bem.
Nunca fique sem.

~ponte:
Outro dia nasce, mas o mundo é o mesmo
Quando falam de tempo
É tempo pra amadurecer.
Pegue esse erro
Encontre o desejo
De evoluir, de crescer, enfim
De fazer o bem.

Como eu descubro que acabou?

Acho que você deveria ir embora, antes que fique chato. As brigas já são constantes, talvez seja melhor um "e se" abstrato do que um final triste concreto. Acho que vou me despedir, antes que nos desgastemos e o amor acabe (o amor acaba?).
Não consigo me despedir. Pensando melhor, acho que vou esperar o iceberg acertar o navio, pegar um bote salva-vidas e remar de volta (nesse bote, não cabe nós dois). E afundar o navio pra valer?
Poxa, faz um ano que estamos construindo esse navio. Eu vou largar ele assim, deixar ele desaparecer, como se nada tivesse acontecido?
Ou vou deixando o navio nessa reta, até um caminho mais favorável aparecer? (Você me ajuda a ajustar a direção?) E se não aparecer?
Dizem que há sempre algo melhor, que há sempre um amor que não te dá razões tão concretas para questionar.
Se é pra acabar, fode com tudo de vez. Não me deixa nesse chove-não-molha, nessa enrolação de decidir quando foi que o meu amor por você diminuiu tanto meu amor próprio (e por que o seu amor próprio só cresceu?).
Dito isso, é importante considerar: se o navio bater, você consegue remar de volta?

Cabelo curto

Eu cortei meu cabelo e odiei como ficou. Passei o dia me escondendo, me diminuindo; passei o dia seguinte me cobrindo de maquiagem, usando roupa escura, tentando me desvincular da fragilidade que aquilo me causou. Ouvi de tantas pessoas que ficou ótimo. Nem achei que mentiam, só não me importei.
É engraçado isso. Às vezes, cremos que a opinião dos outros é tão importante, mas, na real, só a gente pode ditar nossos gostos no fim do dia.
Eu contestei minha escrita por bem mais tempo que o meu cabelo. Eu conheci uma menina que era tipo eu, só que muito melhor, e ela me disse que me achava incrível e queria ser minha amiga.
Eu nunca corri atrás de ser amiga dela. Ela escreveu uma música que achei bem melhor do que qualquer coisa que eu já tivesse escrito e eu a coloquei num pedestal. Um ano depois, eu descobri que ela não escreveu realmente aquela música, ela mudou algumas palavras de uma canção (teoricamente) conhecida.
Senti-me como Brás Cubas ao terminar a faculdade: enganada e orgulhosa.
Ninguém via essa garota assim, mas eu a vi, e isso foi o suficiente. Eu cultuei uma pessoa que não existe, eu criei uma guerra com um inimigo que nunca fez nenhum mal. Eu me diminuí por uma imagem, minha ou de outro, e nada que ninguém me dissesse me faria sentir melhor.
Acho que é verdade quando dizem que você tem que se amar primeiro.

P.S.: Agora, amo como meu cabelo ficou. Não sei como, só aconteceu. Um passo a mais nessa jornada do amor próprio.