sexta-feira, 5 de junho de 2015

18 Anos

Tô indo embora, então
Não precisa fingir tristeza
Guarda a grana do feijão
E tira um lugar da mesa.

Vou sair de fininho
Não quero incomodar
Pego o violão de mansinho
Não tenho mais o que levar.

Depois de uma vida nessa casa
Brincadeiras e sorrisos
Porém não escapava
Dos choros e dos gritos.

~refrão:
E chove na avenida principal
Vento e dezesseis graus
Enquanto refaço minha vida
Deixo pra trás todas suas feridas
Cansei já de crescer
Mas ainda preciso amadurecer
Foi legal te ter por perto
Mas agora é tudo incerto.

Arrumei um emprego na cidade
Dois ônibus e um metrô
Meio período, na realidade
Mas faço tudo com amor.

E se alguma hora quiser conversar
Pode ligar com a grana da água
Vou rir e até enrolar
Não sou de guardar mágoa.

~refrão:
E chove na avenida principal
Vento e dezesseis graus
Enquanto refaço minha vida
Deixo pra trás todas suas feridas
Cansei já de crescer
Mas ainda preciso amadurecer
Foi legal te ter por perto
Mas agora é tudo incerto.

~ponte:
Às vezes você ama alguém
A ponto de te fazer refém
De uma relação venenosa
Disfarçada de carinhosa
Seguimos caminhos separados
Talvez assim não dê tão errado
Volto pra casa com uma sacola de pães
Sei o quanto gosta deles, mãe.

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