Eu sempre fui aquela criança. A primeira a gritar "Vamos!" toda vez que alguma ideia surgia, não importava o quão idiota ela fosse. E sempre fui a melhor amiga daquela garota que era a primeira a dizer "Não, a gente não pode fazer isso". O que, digamos, causou algumas desavenças na nossa amizade.
E você me perguntou por que eu faço essas coisas, e percebi que não sei. Não sei por que proponho as ideias idiotas. Não sei por que vou no arvorismo sem corda, e se não deixarem subo numa árvore, ou por que viro de ponta-cabeça na tirolesa mesmo que seja daquelas que se você não virar de volta na hora certa você enfia a cabeça na plataforma.
Não estou tentando me matar. Eu acho. Digo, talvez eu tenha tendências suicidas mas seja covarde demais para cortar aquela veia importante do meu pescoço. Quem sabe? Eu não.
E sei que você briga comigo porque fica preocupada, porque sabe que não vai conseguir enfiar juízo na minha cabeça se eu pular de um prédio. E agradeço. Não quero te fazer passar por isso. Mas não posso evitar, posso?
Me arrependo do que faço? Bem, de vez em quando admito que vou longe demais. Mas se peço desculpas, é mais por ter sido pega do que por ter feito. Porque não estou acostumada a ter que pensar em outra pessoa além de mim. Não estou acostumada a pensar que as merdas que acontecem comigo te afetam também. Então, por ISSO, eu genuinamente peço desculpa.
Minha mãe acha que é autoestima baixa. Talvez seja. Talvez seja a consciência de que há causas maiores do que a minha própria vida. Não sei. Talvez seja a confirmação de que ninguém pode me destruir tão bem quanto eu mesma. Talvez eu esteja viciada em adrenalina. Talvez eu tenha um parafuso a menos. Talvez eu queira um enredo interessante para a história da minha vida. Mas uma coisa sei dizer: eu me sinto bem.
E você me perguntou por que eu faço essas coisas, e percebi que não sei. Não sei por que proponho as ideias idiotas. Não sei por que vou no arvorismo sem corda, e se não deixarem subo numa árvore, ou por que viro de ponta-cabeça na tirolesa mesmo que seja daquelas que se você não virar de volta na hora certa você enfia a cabeça na plataforma.
Não estou tentando me matar. Eu acho. Digo, talvez eu tenha tendências suicidas mas seja covarde demais para cortar aquela veia importante do meu pescoço. Quem sabe? Eu não.
E sei que você briga comigo porque fica preocupada, porque sabe que não vai conseguir enfiar juízo na minha cabeça se eu pular de um prédio. E agradeço. Não quero te fazer passar por isso. Mas não posso evitar, posso?
Me arrependo do que faço? Bem, de vez em quando admito que vou longe demais. Mas se peço desculpas, é mais por ter sido pega do que por ter feito. Porque não estou acostumada a ter que pensar em outra pessoa além de mim. Não estou acostumada a pensar que as merdas que acontecem comigo te afetam também. Então, por ISSO, eu genuinamente peço desculpa.
Minha mãe acha que é autoestima baixa. Talvez seja. Talvez seja a consciência de que há causas maiores do que a minha própria vida. Não sei. Talvez seja a confirmação de que ninguém pode me destruir tão bem quanto eu mesma. Talvez eu esteja viciada em adrenalina. Talvez eu tenha um parafuso a menos. Talvez eu queira um enredo interessante para a história da minha vida. Mas uma coisa sei dizer: eu me sinto bem.
"It's better to burn out than to fade away" — My My Hey Hey
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