sábado, 28 de junho de 2014

Taylor's Song (My song for Taylor Swift)

I watched your curls become bangs
I watched blue become red
I watched you smile winning your first Grammy
The smile didn't change when you won your seventh...

You made me strong
To try the guitar
And that story of love
Was because of your rhymes
You taught me I just had to practice and try
Otherwise, how could I ever get it right?

~chorus:
If I could write you a song
It doesn't even have to be about love
It could be about Grey's Anatomy, the sun or even ducks
I swear I'd be the happiest girl in the world.

I'd never gone with the wind
But now it's all sweeter than fiction
I feel like you'd get how I write thirty songs
For people who really didn't deserve none.

People haven't always been there for me
But you were there every day
For the last eight years
And since them our family has grown a lot
Part of it is actually my fault.

~chorus:
If I could write you a song
It doesn't even have to be about love
It could be about Grey's Anatomy, the sun or even ducks
I swear I'd be the happiest girl in the world.

~bridge:
And if I could see you with your guitar
With a piece of paper, trying to find a rhyme
Or a chord, or a tone
If I could just be a part of such miracle
I'd just keep it to myself
'Cause some memories are
Too precious to tell.

~chorus:
If I could help you write a song
It doesn't even have to be about love
It could be about whatever you want
I swear I'd be the happiest girl in the world.
If I could get just half an hour
And a guitar
No matter where
No matter what
It'd be
The happiest day of my life.

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Caneta permanente

Nomes são divertidos, até que se tornam um problema. Aí você nomeia seus personagens com nomes de uma lista de "Nomes descolados para o seu bebê". Quando junta um nome legal, é o nome de algum jogador de sei lá o quê, político ou ator. E então você tem que mudar.
Você tenta colocar um traço forte na personagem, como um violão, ou um diário, e as pessoas dizem que você está copiando alguma pessoa de quem você nunca sequer ouviu falar.
Em algum momento, todos os seus personagens parecem iguais. Todos eles são nuances de você. O herói é completamente detestável, e todo mundo torce por um personagem secundário a quem você não ia dar destaque nenhum.
Leitores estão sempre na TPM. Eles se irritam quando você não aceita a sugestão deles, quando ferra algum personagem ou (PRINCIPALMENTE) algum relacionamento. Aprender a ignorar seus leitores metade das vezes é um passo importante para estar preparado para essa vida.
Escrever é solitário. Ninguém vai poder te ajudar a encontrar a palavra que você perdeu, ou a ideia principal que logo se esvai.
A história nunca termina do mesmo jeito que começou. Ou ela cresce. Ou você perde totalmente a linha e cria uma coisa totalmente sem sentido.
Você vai criar muitas Mary Sues. Relaxe. Com o tempo melhora (ou não. Policie-se). Romances (o tipo de texto, não o assunto... mas o assunto também) não são feitos de um personagem só.
Nem todo mundo vai entender o que você quer dizer. Elas vão gostar da história, mas não vão ENTENDER de verdade. O cachimbo será sempre um cachimbo. O que é pior do que se elas não tivessem gostado. Mesmo algo que você desgosta pode trazer uma mensagem que vai te perseguir. Mas algo que você não entende apenas desaparece.
E junto com a história vai o autor. Nada ilustra "o capitão afunda com o navio" melhor do que isso, apesar de que o navio geralmente vive bem mais do que o capitão. É o nosso legado. Esperamos que o apreciem. Queremos que a obra fale por nós. Que ela se torne maior do que nós. Porque esse é o ponto chave da escrita: ela é e sempre será maior do que você.
Não trate seus leitores como leigos. Se algo, os superestime. Pense que todos eles estão no mesmo nível cultural que você. Não crie um milhão de notas de página, e parênteses, e parágrafos explicativos. Cite Atenas. Não cite Atenas, capital da Grécia, país localizado na península balcânica no sudeste do continente europeu, blá blá blá.
Como eu, que usei a metáfora do cachimbo ali em cima assumindo que você a conhece. Se você não a conhece, sequer notou. Se a conhece, também foi natural.
Por isso dizem que duas pessoas nunca leram o mesmo livro. Meu professor diz que há dois níveis de leitura: a leitura explícita e a implícita. É como assistir Harry Potter 6 pela primeira vez sem nunca ter lido o livro. Se você assistir uma segunda vez, fará bem mais sentido. Você perceberá coisas que não notou antes.
Seja surpreendente, não necessariamente sendo pedante. Não necessariamente Machado de Assis, cuja versão mais atual de Memórias Póstumas precisa de em média seis notas de página por página para que você possa entender o enredo em si. Mas mesmo assim eles ainda deixaram um pouco da escrita arcaica, como "cousa" e "dous", o que eu acho adorável.
Se você não é escritor, vai apenas passar por esse texto.
Mas se você é, e com isso quero dizer que escreveram com caneta permanente na sua alma, e não que você escreve poemas depressivos sobre nada quando está entediado, se você é, então sabe do que estou falando. É uma rota longa e árdua com muitos retornos que levam de volta à mesma estrada.
Porque, bem, pense comigo: caneta permanente na alma não parece algo fácil de se apagar ou ignorar.

Controle-se

Eu quero escrever isto, mas eu não quero.
É, acho que isso resume tudo.
Eu prendia a respiração. Aquele momento em que seu ar vai se esvairindo parece infinito. É como se você segurasse o mundo inteiro por um minuto. Um minuto infinito que logo acaba.
Uma coisa eu aprendi enquanto crescia: você não chora quando prende a respiração. Você chora quando a solta.
Quando eu soltei, algo escapou. Um soluço, uma tosse, não tenho certeza. O caso é que eu estava sozinha em uma sala lotada. E não choro em salas lotadas. Não choro, ponto. Eu até quis, talvez assim parasse de soluços patéticos e divagações.
Você pode dizer muito sobre uma pessoa por qual cena de A Culpa é das Estrelas a afetou mais. É o tipo de coisa que eu perguntaria a alguém, muito mais relevante do que um nome ou uma cor favorita.
A pessoa provavelmente não responderia. Compreendo. Eu também não responderia. Principalmente porque a cena que me afetou mais não foi o fim, como a maioria das pessoas. Nem o funeral. Nem a morte dele.
Não, na verdade, foi logo após. A visita de Peter Van Houten. Quando o nome dele surgiu, eu desabei, e isso é realmente tudo o que me lembro sobre aquela cena. Uma parte de mim sabia que aquilo seria grande. Uma parte de mim segurava uma raiva tão passiva, gradativamente comprimida pela centelha de esperança.
Então... É. Minha face estava bem vermelha. Não sou médica nem nada, mas sei que era psicológico.
Então me desculpe se eu fiz piadas demais, ou se repeti a mesma coisa mil vezes, ou se chorei baixinho no carro durante vinte segundos e nem deu para notar, não sou um exemplo. E só de pensar em pessoas que me consideram um tenho vontade de prender a respiração.
Certo, não era aqui que eu esperava chegar quando comecei a escrever. O que me leva a outro ponto: é por isso que todos os meus heróis têm capas. Dizem que todos os heróis são humanos, mas essa é apenas outra maneira de dizer que nenhum é. Admiramos o equívoco que criamos sobre uma pessoa. E quando não conseguimos nos afastar desse equívoco, criamos um herói. As pessoas foram feitas para serem amadas, não adoradas. Elas foram feitas para se sentirem seguras, não para terem chorofobia ou a porra que seja. Elas foram feitas para lidar com seus traumas, e não os esconder. E não se esconder.
Elas foram feitas para se sentirem especiais, e não horrivelmente ordinárias. Dizem que a pior sensação é perceber que você é uma pessoa ruim. É mentira. A pior sensação é perceber que você não é absolutamente nada.
Que a professora não consegue decorar seu nome, que daqui a dez anos alguém vai olhar para sua antiga foto do colégio e você vai ser o rosto desconhecido. E o pior de tudo é saber que você não é nem um pouco ordinário. Saber que você tem algo a oferecer.
E não fazer ideia de como.

Time Bomb

I never thought I’d miss the times
When I knew I shouldn’t put my hopes too high
Cause now things have changed
I’m stuck in a hurricane
I can’t control.

And if you see me smiling
Deep inside I’m trying hard not to cry
And when you see me crying
Don’t ask me the reason, I just don’t know why.

~chorus:
Maybe I’m just a time bomb
Meant to explode
A trainwreck of feelings
I cannot control
So, please, don’t approach too much
Don’t try to find gold in the dirt
Cause I’m just a time bomb
Tick tock, tick tock.

And you might be attracted by the danger
As drivers stop and stare at a car crash
Small steps, don't pretend
That I can't blow up if you don't take care.

And I may seem fine for a little while
And you might think it's not a lost cause
But I'll deal with it on my own, when I want
And you can go, go, go...

~chorus:
Maybe I’m just a time bomb
Meant to explode
A trainwreck of feelings
I cannot control
So, please, don’t approach too much
Don’t try to find gold in the dirt
Cause I’m just a time bomb
Tick tock, tick tock.

~bridge:
Keep on going till you're gone
I'll keep on trying till I explode
'Cause something good may come from here
I have this feeling I cannot ignore
That something big is about to become more
And there I am, and I look around
I can't decide if I'll save the world
Or burn it to the ground.

~chorus:
Maybe I’m just a time bomb
Meant to explode
A trainwreck of feelings
I cannot control
So, please, don’t approach too much
Don’t try to find gold in the dirt
Cause I’m just a time bomb
Tick tock, tick tock.

domingo, 1 de junho de 2014

Escrever é uma jornada

Escrever é uma jornada.
Tem subidas, tem descidas, tem curvas, tem buracos nos quais você vai ficar preso. Tem coisas boas, tem coisas ruins. Tem recompensas, tem sacrifícios.
Escrever é uma jornada.
Não deveria ser fácil.
Não deveria ser uma caminhada no país das maravilhas.
Deveria doer. Deveria esgotar cada resquício da sua alma.
Deveria te lembrar que você ainda tem uma alma a perder.

Deveria te deixar louco, te fazer questionar cada conceito em que você já acreditou.
Deveria te fazer amar a desesperança.
Você deveria escrever muito. E muito mal. E a cada texto medíocre, reconhecer sua própria fixação pelo holofote.
Deveria tornar sua vida uma máquina, movida apenas pelo desejo incontrolável de conseguir ter seu nome impresso naquela maldita capa de papel que vai viver bem mais do que você.
As pessoas não vão ligar. Elas vão rir. Elas não vão entender.
Suas olheiras vão aumentar. Você vai sofrer de insônia. Constantemente.
Mas não é insônia se você não quiser dormir.
Você não vai conseguir se concentrar em mais nada quando uma ideia vier. Você vai escrevê-la no caderno da escola, ou na sua mão, ou no papel higiênico do avião. E só assim sua alma descansará.
Você vai se perder. Você vai questionar o que é real e o que é fruto da sua imaginação. Você vai imergir num mundo imaginário quando a vida real se tornar trágica demais.
Você vai achar que enlouqueceu. Constantemente. Quando tiver certeza, é porque está fazendo isso certo.
As palavras vão torturar você. Elas não vão vir, ou vão vir na hora errada. Você vai aprender a domá-las, eventualmente, depois de apanhar muito.
E você vai continuar escrevendo mesmo assim, pois sabe que a alternativa te levará à depressão. A alternativa te deixará miserável.
Então não seja como todos aqueles que se dizem escritores. Não dependa da opinião dos outros, não escreva pelos holofotes. Melhore porque você sabe que pode fazer melhor. A única pessoa a superar é você mesmo. Escreva algo que satisfaça você. Não se desanime porque as pessoas não entendem a magnitude do que você está fazendo. Faça-as entender. E como? Continue a escrever.
Não seja como todos aqueles inseguros, metódicos, medianos e maleáveis que se dizem escritores. Eles não estão preparados.
E a verdade, a que ninguém quer realmente enfrentar, é que a maioria das pessoas não está.