— Sam! — gritei quando Maddie se afastou.
A morena se virou, focando os olhos acizentados em mim. Mas logo se desviaram.
— Meu Deus, Seaton, você está bem?!
Ela se aproximou, mas logo desejou não tê-lo feito.
— Luke... O que é isso na sua perna?
— Ah — Luke fitou o pequeno filete de sangue saindo da própria perna. Bem pequeno. — Sangue. Nunca ouviu falar?
Ela se afastou. Será que eu havia descoberto mais uma fobia de Sam?
— Não é nada — ele deu de ombros. — Mas se quiser usar sua blusa para estancar o sangue, fique à vontade.
— Ha. Que engraçado — ela revirou os olhos. — Joshua, o que está fazendo aqui? Cadê a Maddie?
— Foi abrir o baú. Eu deveria estar atrás dela.
— E não está por que...?
— Como vai o seu desafio?
Ela pareceu irritada por eu responder à pergunta dela com outra pergunta.
— Bem. Muito bem.
— Toma — entreguei-lhe o mapa.
— Sua metade é igual à minha.
— Eu e Maddie juntamos nossas metades. Está tudo aí.
Sam me encarou por um momento, tentando prever uma pegadinha.
— Não precisa me ajudar, Joshua. Não somos mais uma equipe.
— Bem, talvez eu queira ajudar você. Além do mais, eu e Maddie já encontramos nossas chaves.
— Você pode, por favor, parar de dizer "Eu e Maddie" na mesma frase o tempo todo? — Luke fingiu vomitar. Eu havia me esquecido de que ele ainda estava ali. — Está me dando azia.
— Ciúme, Seaton? — Sam provocou, rindo.
Luke se levantou.
— Olha, Price! — ele passou o dedo no pouco de sangue em sua perna. — Sabe o que é isso? O dedo sangrento vai pegar vocêê...
— Qual é, Luke. Eu não tenho oito anos.
Mas quando ele se aproximou alguns centímetros, ela gritou. Luke riu.
— Não é engraçado! Joshua, faça alguma coisa!
— Ah, agora você quer minha ajuda?
— Tire a camisa.
— Quê?!
— Eu mandei tirar! Rápido!
— Não é o jeito mais romântico de pedir para um cara se despir — provoquei, tirando a camisa. — E você poderia ter pedido por favor.
— Blá, blá, blá. Seaton, sente-se.
Luke o fez. Sam se agachou e enrolou minha camisa na perna de Luke, para "estancar" o sangue, mesmo que não houvesse sangue o suficiente para fazê-lo. Mas ela parecia tratar como se o garoto estivesse tendo uma hemorragia.
De algum modo, ela parecia saber fazê-lo. Estava muito concentrada, frequentemente afastando uma mecha do cabelo castanho-claro dos olhos.
— Se eu fosse atendido por uma enfermeira gata assim toda vez que fosse ao hospital — Luke sorriu. — Eu cairia de uma árvore bem mais vezes.
— Cale a boca ou eu faço você cair direto no inferno.
— Ela é tipo a Megan Fox em Garota Infernal — comentou Luke comigo. — Tipo, assustadora. Mas ainda gostosa. E assustadora. E gostosa.
— Seaton, não faça com que eu me arrependa de ter que ficar vendo o Joshua se exibindo seminu por aí por sua causa.
— Ficar me vendo sem camisa? Que tragédia — zombei. — E eu não estou falando nada.
— Sua existência já me enlouquece.
— Ah, Samantha, eu sei que deixo você louquinha, mas não achei que fosse admitir.
— Argh! — ela se levantou.
— Escuta, você pode tirar a sua própria blusa e dar para ele, assim ele cala a boca — sugeriu Luke.
— Olha, essa é, na verdade... uma péssima ideia! Eu não vou tirar a blusa, Luke, que inferno! Afinal, cadê a Brianna?!
Foi quando uma massa loura caiu em cima de mim. Segurei-a e a coloquei no chão por puro reflexo.
— Obrigada — Brianna sorriu levemente, tirando algumas folhas do próprio cabelo. — Bem, já subi em umas cinco árvores aqui em volta, Luke, não tem chave.
— Porque a Maddie pegou, loira idiota — Luke revirou os olhos.
— Não fale assim com ela! — Josh censurou-o.
— Ah, ainda bem que o Super Joshua está aqui para salvar e defender a Bree — Sam resmungou, falando a última palavra como se fosse uma doença contagiosa.
— Ciúme, Price? — Luke riu. — Afinal, o que vocês moças veem nele?!
— Hã... Ele tem um abdomen bem bacana — Brianna comentou.
— Qual é, o meu é bem melhor.
— Verdade — concordou Sam, o que basicamente surpreendeu todo mundo.
Luke abriu um sorriso malicioso.
— Todinho seu, Price.
— O abdomen do Luke definitivamente não é melhor do que o meu — resmunguei.
Luke respondeu tirando a camisa.
— É, sim.
— Não, não é — Brianna defendeu.
Sam parecia prestes a voar no pescoço dela. Não que fosse admitir.
— Se a Bree disse, tá falado — zombou.
— Ah, Sam, você não tem com o que se preocupar. Você me tem por inteiro — prometi, fitando-a.
Ela soltou um riso debochado.
— Como se eu quisesse.
Sorri, envolvendo-a pela cintura.
— Não quer? — sussurrei, falando perto de seu ouvido.
— Não comece os joguinhos.
— Quem está jogando?
— E todos esses hormônios infestando o ar aí? — Luke debochou.
Sam tentou se soltar, mas eu sabia que ela não estava sequer se esforçando.
— Luke está com abstinência de YouPorn.
— Não, tudo bem, você e o... Como você falou mesmo na música? Uptown boy? Ah, sim. Você e o uptown boy estão compensando isso.
— Eu não escrevi aquela música — ela resmungou. — Luke, faça um favor ao mundo e dê o fora daqui.
— Haha, como se...
— Vamos, Luke — Brianna empurrou-o para longe.
Sam riu.
— Olha, a loira foi útil para alguma coisa.
— Além de provocar crises de ciúme?
— Você só está bravinho porque o tanquinho do Luke é melhor do que o seu.
— Então, por que está aqui e não lá?
— Ei, é você quem está me segurando.
— Quer que eu solte você?
— Quero.
— Quer mesmo?
— Eu já respondi.
Inclinei-me e beijei a bochecha dela. Ela pareceu surpresa com a simplicidade do gesto, o que me fez rir. Surpreender Sam era sempre uma sensação boa.
E então soltei-a.
— Se me dá licença — fitei-a. — Tenho um desafio para ganhar. Tente não chegar em último.
— Claro, porque não sei como você sobreviveria aqui sem mim.
— Eu também não sei — falei, e então saí correndo.
Acho que deixei-a imaginando por um longo tempo se estava sendo sarcástico ou não.
* * *
David e Barbie chegaram antes de eu e Maddie, mas pelo menos não havíamos sido os últimos.
— É assim que se joga — sorri para Maddie, que me abraçou. — Quem você acha que vai ficar em último?
— Não sei... Já abriu seu baú?
Fiz que não com a cabeça.
— E você?
— Também não. Sei lá, tenho um pouco de receio do que vou encontrar. Não quero ter pessoas por perto quando abrir.
— É, sei como se sente. Não quero ser o Anjo. É muita responsabilidade. Posso acabar tendo de escolher entre duas pessoas que gosto. Tipo, só sobraram Sam, Luke e Brianna, e eu não ia querer ser responsável por mandar eles para casa.
Maddie assentiu, pensativa.
Meu pequeno baú pesava em minhas mãos. Eu não sabia o quão perto Sam estava de encontrar uma chave quando a vi, mas suponho que não muito.
Eu poderia ajudá-la, mas... Qual é. Já dei o mapa a ela. Ela podia se virar com o resto.
Mas minha mente não se desviava da questão central: Um deles vai para casa.
E pode ser a Sam.
...
E pode ser o Luke. E pode ser a Brianna.
Mas também pode ser a Sam.
Ou o Luke.
Ou a Brianna.
— Tudo bem? Você está meio pálido — Maddie observou, me fitando.
— Eu estou... — minha voz falhou quando a vi. — Ah, você. Parabéns, não chegou em último.
A morena se virou, focando os olhos acizentados em mim. Mas logo se desviaram.
— Meu Deus, Seaton, você está bem?!
Ela se aproximou, mas logo desejou não tê-lo feito.
— Luke... O que é isso na sua perna?
— Ah — Luke fitou o pequeno filete de sangue saindo da própria perna. Bem pequeno. — Sangue. Nunca ouviu falar?
Ela se afastou. Será que eu havia descoberto mais uma fobia de Sam?
— Não é nada — ele deu de ombros. — Mas se quiser usar sua blusa para estancar o sangue, fique à vontade.
— Ha. Que engraçado — ela revirou os olhos. — Joshua, o que está fazendo aqui? Cadê a Maddie?
— Foi abrir o baú. Eu deveria estar atrás dela.
— E não está por que...?
— Como vai o seu desafio?
Ela pareceu irritada por eu responder à pergunta dela com outra pergunta.
— Bem. Muito bem.
— Toma — entreguei-lhe o mapa.
— Sua metade é igual à minha.
— Eu e Maddie juntamos nossas metades. Está tudo aí.
Sam me encarou por um momento, tentando prever uma pegadinha.
— Não precisa me ajudar, Joshua. Não somos mais uma equipe.
— Bem, talvez eu queira ajudar você. Além do mais, eu e Maddie já encontramos nossas chaves.
— Você pode, por favor, parar de dizer "Eu e Maddie" na mesma frase o tempo todo? — Luke fingiu vomitar. Eu havia me esquecido de que ele ainda estava ali. — Está me dando azia.
— Ciúme, Seaton? — Sam provocou, rindo.
Luke se levantou.
— Olha, Price! — ele passou o dedo no pouco de sangue em sua perna. — Sabe o que é isso? O dedo sangrento vai pegar vocêê...
— Qual é, Luke. Eu não tenho oito anos.
Mas quando ele se aproximou alguns centímetros, ela gritou. Luke riu.
— Não é engraçado! Joshua, faça alguma coisa!
— Ah, agora você quer minha ajuda?
— Tire a camisa.
— Quê?!
— Eu mandei tirar! Rápido!
— Não é o jeito mais romântico de pedir para um cara se despir — provoquei, tirando a camisa. — E você poderia ter pedido por favor.
— Blá, blá, blá. Seaton, sente-se.
Luke o fez. Sam se agachou e enrolou minha camisa na perna de Luke, para "estancar" o sangue, mesmo que não houvesse sangue o suficiente para fazê-lo. Mas ela parecia tratar como se o garoto estivesse tendo uma hemorragia.
De algum modo, ela parecia saber fazê-lo. Estava muito concentrada, frequentemente afastando uma mecha do cabelo castanho-claro dos olhos.
— Se eu fosse atendido por uma enfermeira gata assim toda vez que fosse ao hospital — Luke sorriu. — Eu cairia de uma árvore bem mais vezes.
— Cale a boca ou eu faço você cair direto no inferno.
— Ela é tipo a Megan Fox em Garota Infernal — comentou Luke comigo. — Tipo, assustadora. Mas ainda gostosa. E assustadora. E gostosa.
— Seaton, não faça com que eu me arrependa de ter que ficar vendo o Joshua se exibindo seminu por aí por sua causa.
— Ficar me vendo sem camisa? Que tragédia — zombei. — E eu não estou falando nada.
— Sua existência já me enlouquece.
— Ah, Samantha, eu sei que deixo você louquinha, mas não achei que fosse admitir.
— Argh! — ela se levantou.
— Escuta, você pode tirar a sua própria blusa e dar para ele, assim ele cala a boca — sugeriu Luke.
— Olha, essa é, na verdade... uma péssima ideia! Eu não vou tirar a blusa, Luke, que inferno! Afinal, cadê a Brianna?!
Foi quando uma massa loura caiu em cima de mim. Segurei-a e a coloquei no chão por puro reflexo.
— Obrigada — Brianna sorriu levemente, tirando algumas folhas do próprio cabelo. — Bem, já subi em umas cinco árvores aqui em volta, Luke, não tem chave.
— Porque a Maddie pegou, loira idiota — Luke revirou os olhos.
— Não fale assim com ela! — Josh censurou-o.
— Ah, ainda bem que o Super Joshua está aqui para salvar e defender a Bree — Sam resmungou, falando a última palavra como se fosse uma doença contagiosa.
— Ciúme, Price? — Luke riu. — Afinal, o que vocês moças veem nele?!
— Hã... Ele tem um abdomen bem bacana — Brianna comentou.
— Qual é, o meu é bem melhor.
— Verdade — concordou Sam, o que basicamente surpreendeu todo mundo.
Luke abriu um sorriso malicioso.
— Todinho seu, Price.
— O abdomen do Luke definitivamente não é melhor do que o meu — resmunguei.
Luke respondeu tirando a camisa.
— É, sim.
— Não, não é — Brianna defendeu.
Sam parecia prestes a voar no pescoço dela. Não que fosse admitir.
— Se a Bree disse, tá falado — zombou.
— Ah, Sam, você não tem com o que se preocupar. Você me tem por inteiro — prometi, fitando-a.
Ela soltou um riso debochado.
— Como se eu quisesse.
Sorri, envolvendo-a pela cintura.
— Não quer? — sussurrei, falando perto de seu ouvido.
— Não comece os joguinhos.
— Quem está jogando?
— E todos esses hormônios infestando o ar aí? — Luke debochou.
Sam tentou se soltar, mas eu sabia que ela não estava sequer se esforçando.
— Luke está com abstinência de YouPorn.
— Não, tudo bem, você e o... Como você falou mesmo na música? Uptown boy? Ah, sim. Você e o uptown boy estão compensando isso.
— Eu não escrevi aquela música — ela resmungou. — Luke, faça um favor ao mundo e dê o fora daqui.
— Haha, como se...
— Vamos, Luke — Brianna empurrou-o para longe.
Sam riu.
— Olha, a loira foi útil para alguma coisa.
— Além de provocar crises de ciúme?
— Você só está bravinho porque o tanquinho do Luke é melhor do que o seu.
— Então, por que está aqui e não lá?
— Ei, é você quem está me segurando.
— Quer que eu solte você?
— Quero.
— Quer mesmo?
— Eu já respondi.
Inclinei-me e beijei a bochecha dela. Ela pareceu surpresa com a simplicidade do gesto, o que me fez rir. Surpreender Sam era sempre uma sensação boa.
E então soltei-a.
— Se me dá licença — fitei-a. — Tenho um desafio para ganhar. Tente não chegar em último.
— Claro, porque não sei como você sobreviveria aqui sem mim.
— Eu também não sei — falei, e então saí correndo.
Acho que deixei-a imaginando por um longo tempo se estava sendo sarcástico ou não.
* * *
David e Barbie chegaram antes de eu e Maddie, mas pelo menos não havíamos sido os últimos.
— É assim que se joga — sorri para Maddie, que me abraçou. — Quem você acha que vai ficar em último?
— Não sei... Já abriu seu baú?
Fiz que não com a cabeça.
— E você?
— Também não. Sei lá, tenho um pouco de receio do que vou encontrar. Não quero ter pessoas por perto quando abrir.
— É, sei como se sente. Não quero ser o Anjo. É muita responsabilidade. Posso acabar tendo de escolher entre duas pessoas que gosto. Tipo, só sobraram Sam, Luke e Brianna, e eu não ia querer ser responsável por mandar eles para casa.
Maddie assentiu, pensativa.
Meu pequeno baú pesava em minhas mãos. Eu não sabia o quão perto Sam estava de encontrar uma chave quando a vi, mas suponho que não muito.
Eu poderia ajudá-la, mas... Qual é. Já dei o mapa a ela. Ela podia se virar com o resto.
Mas minha mente não se desviava da questão central: Um deles vai para casa.
E pode ser a Sam.
...
E pode ser o Luke. E pode ser a Brianna.
Mas também pode ser a Sam.
Ou o Luke.
Ou a Brianna.
— Tudo bem? Você está meio pálido — Maddie observou, me fitando.
— Eu estou... — minha voz falhou quando a vi. — Ah, você. Parabéns, não chegou em último.