sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Adolescentes Selvagens; Capítulo 45: Maddie

Acho que somos eu e você, então — apareci atrás de Josh depois de me certificar de que nossos mapas eram diferentes.
Ele se virou, focando seus orbes verdes em mim.
— Tudo bem, então — sorriu. E que sorriso.
Pegamos nossas metades e juntamos.
— Que tal aquela ali na beira da floresta? — sugeri, apontando para o mapa. — Deve passar despercebida pelos outros.
— Soa como um plano.
Eu ri.
— Ei, Samantha! — ele chamou quando viu Sam entrando na floresta. — Quem é sua dupla?
— Era a Barbie, mas nossos mapas são iguais... Vou me virar — ela deu de ombros e continuou andando.
— Você pode vir com a gente, se quiser.
Sam se virou. Seus olhos se intercalaram entre eu e Josh por alguns momentos.
— Não, valeu — e então voltou à floresta.
Graças a Deus.
Adentramos pela lateral.
— Então... Você tem problemas com animais, ou alguma coisa do gênero? — perguntou Josh.
Ri um pouco.
— Que tipo de pergunta é essa?
— Bem, da primeira vez em que estive aqui com uma garota, me arrependi de não ter perguntado. Não que ela fosse responder, de qualquer forma.
— Eu amo animais.
Ele suspirou, aliviado.
— Ótimo!
Estávamos passando por uma lagoa quando Josh viu algo brilhando no fundo.
Ele nem deu sinal. Só tirou a camisa e pulou na água.
Sem objeções da minha parte.
Voltou depois de alguns segundos com uma chave em uma das mãos. Seus cabelos pretos pareciam mais escuros por causa da água, o que fez com que seus olhos verdes se destacassem ainda mais. Ele afastou os fios molhados do rosto e me fitou.
— O que está esperando? — encarei-o. — Corra para o auditório!
— Não, nada disso. Somos uma dupla, vou procurar a chave com você — disse ele, deixando bem claro que não era um pedido.
Bem, sem objeções da minha parte. De novo.
Caminhamos por alguns minutos. Finalmente encontrei a tal árvore.
— Eu subo — me ofereci. — Sou mais leve. Além do mais, é minha chave.
E então escalei rapidamente e peguei a chave. Antes que pudesse descer, ouvi vozes.
— Brianna. Chave.
— Sério?
— Não, pegadinha. Ha. Ha. Ha. Claro que é sério, Loira.
Quando Luke chegou ao topo da árvore, empurrei-o com um pouco mais de força do que previra.
— Ai meu Deus, eu sinto m...
Mas ele se segurara bem. Havia se segurado em um tronco e desceu calmamente.
— ESTÁ LOUCA?! — berrou para mim, bufando.
Dei de ombros e desci, abanando a chave.
— Vamos, Josh? — fitei meu companheiro.
— Claro — ele focou o olhar em algum lugar atrás das árvores. — Estou bem atrás de você.
E então corri até o auditório.

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