quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Wonderland


When you really can't stand the pain
And you are always just too late
Nothing ever goes in your way
That's when I go to wonderland.

I climbed the highest mountains
Flew faster then the best airplanes
Swam in the deepest oceans
Did things other people can't.

This world is magical
Red roses, shining rotes
It's not fantasy, it's real for me
Can be real for you, if you believe.

Gentle people that never lie
Lovely pets that never die
No traffic, just peace
A good place for you to fit in.

A guy who brings you flowers everyday
Somewhere you always know what to say
Friendly people that always sing
You don't need cars, you've got wings.

This world is magical
Red roses, shining rotes
It's not fantasy, it's real for me
Can be real for you, if you believe.

People who would never judge you
All they can do is love you
Somewhere everything you do is right
And no one is ever left behind.

Somewhere humans wouldn't destroy
Somewhere trees wouldn't annoy
And then be replaced by buildings and sadness
And hypocrites wouldn't cry because it's all so tragic
Somewhere I could be proud to stand as I am
Then tell everyone that's my wonderland.

domingo, 25 de agosto de 2013

Adolescentes Selvagens; Capítulo 42: Josh


As palavras de Sam depois de nossa conversa sobre o piano ainda retumbavam em minha cabeça.
"Droga, Joshua", ela suspirara. "Eu... Sei lá. Sinto como se estivesse confundindo você. Só não quero que você pense que não sou quem pareço ser."
"Não estou entendendo", admiti.
"Você nunca me entende. Essa é a graça", ela sorriu. "Eu ajo como se eu não tivesse medo de nada nem de ninguém, mas você sabe que há coisas que me assustam. E são coisas tão patéticas, como gansos e freios de bicicleta..."
Eu descobrira no desafio de confiança que Sam tinha medo de freios de bicicleta. Sempre achava que eles não parariam a tempo, o que me rendeu um timing imperfeito da minha navegadora.
"... Só não quero que pense que sou duas caras ou algo do gênero. É complicado, só isso."
"Você é uma rebelde que toca piano. Posso viver com isso. Você não deveria ter que esconder isso das outras pessoas. Seria um ato de rebeldia e tanto se você tocasse em frente ao país todo, hein?"
Ela sorrira na ocasião. Um sorriso sem dentes, como os que sempre lançava a mim, mas ainda assim um sorriso.
"Suponho que sim."
— Sam. Quer mesmo que eu acredite que Tiffany escreveu aquela música? — encarei-a enquanto nos encaminhávamos ao auditório para o desafio final.
— Sim, porque é verdade.
— Samantha, Tiffany nem sabe o que a palavra "inhabitant" significa.
— Você e a Brianna mereceram vencer aquele desafio — Sam comentou. — Foram muito bem.
Um elogio de Sam era o mesmo que uma aprovação divina.
—... Você teve sorte de poder fazer par com alguém que você gosta. Quero dizer, você até tem um apelido para ela e tal... — ela afastou uma mecha do cabelo dos olhos. — Bree.
Sorri.
— E eu chamo você de Sam. Também não é um apelido?
— Não é a mesma coisa, Joshua.
— Afinal, por que você me chama de Joshua? No começo, achei que fosse só para implicar comigo.
— No começo, eu também — ela deu um meio sorriso.
— Mas não é só isso, é?
Ela deu de ombros e foi falar algo com a Barbie. Quando chegamos ao auditório, ficamos esperando por Phillip. Foi quando percebi algo.
— Cadê a Sam? — perguntei a Luke, olhando em volta.
— Sei lá, cara.
Levantei-me e fui procurá-la. Eu estava caminhando por perto dos dormitórios quando ouvi aquela voz masculina levemente conhecida:
— Qual é, Samantha. Você fica se fazendo de difícil, mas eu vejo como me olha.
— Com nojo? Como se você fosse um vendido, artificial e supérfluo?
— Diga que não sente nada por mim, e eu deixo você ir.
— Se você gosta das suas mãos, tire-as de mim agora! É uma ordem!
Corri até a lateral dos dormitórios, onde encontrei Sam pressionada contra a parede por Phillip Fadaye, que tentava beijá-la. Ela o xingava e o afastava, mas não era forte o bastante.
Eu era.
Puxei-o pela parte de trás da camisa e o arremessei na outra parede.
Em um reflexo, levei meu punho até a cara dele. A sensação de socá-lo foi melhor do que eu teria imaginado.
— Isso foi por tentar beijá-la? — ele perguntou, limpando o pouco de sangue que saía do lábio.
— Não. Isso foi por chamá-la de Samantha. Só eu posso fazer isso. Esse aqui — dei outro soco nele. — Foi por tentar beijá-la, seu merda.
Arremessei-o na outra parede e fitei Sam, que parecia se divertir com o fato de eu estar mais irritado do que ela.
— Vamos — chamou ela, e nos afastamos.
Quando atingimos alguma distância, ela me lançou um sorriso dissimuladamente satisfeito.
— Você o jogou na parede! E depois bateu nele! E depois bateu de novo! E depois o jogou na parede! Eu ia colocá-lo no meu caderninho, mas você concretizou a vingança por mim!
Sorri.
— Você não parece muito irritada quanto a isso.
— Só estou feliz por você estar andando muito comigo. — ela beijou minha bochecha.
Tentei esconder minha expressão óbvia de surpresa.
— Tem razão, é tudo sua culpa.
— Meu heroi — Eu ri com o tom debochado com o qual ela disse isso.
Coloquei o braço em torno dos ombros dela numa tentativa de enforcá-la, mas ela me deu uma cotovelada no estômago.
— Eu poderia ter lidado com a situação — ela me encarou. Depois sorriu. — Mesmo assim, que bom que você apareceu.
— O maldito movimento feminista não te deixa dizer apenas "Obrigada, Joshua"?
Ela riu e se afastou.

Sentei-me ao lado dela no auditório. Phillip apareceu depois de algum tempo, passando gelo na parte do lábio onde eu o acertara.
— Bamos coezar — disse ele, sem conseguir falar direito. — A brimera é... Brianna!
Brianna se encaminhou ao palco. Ela havia me pedido para tocar para ela, então comecei a dedilhar o violão.
— I don't really know you... But I bet you are nice. People are people, and they try to make up our minds. They tell me you're mean, but I think everyone deserves their chance... — cantarolou Brianna, e foi para o refrão. — Everyone has a story. Everyone has gone through something that has changed them. I wanna hear your story. I'm sure your blue eyes are not as cold as they say...
Eu sempre me impressionava com o quanto Brianna sempre pensava o melhor de todo mundo. Até mesmo de Tiffany. Era uma letra tão bonita dedicada a uma pessoa tão terrível.
Acho que o excesso de bondade se torna ingenuidade às vezes.
Ela foi muito aplaudida.
— Diffany. Sua vez.
Tiffany se levantou, sorrindo, e foi até o palco.
— Bem — começou ela. — A minha dedicatória é para alguém que eu gosto e admiro muito. Mas... eu não sabia como colocar em palavras o quão incrível essa pessoa é, e descobri que uma colega minha sabia exatamente.
— Dudo bem — disse Phillip. — Mas a clega terá de brovar que tais palavras são berdaderas, caso contrário, nada de ponto.
— Concordo plenamente.
— Josh — Cory apareceu ao meu lado. — Pode vir comigo um instante?
— O que é? Eu vou junto — decidiu Sam.
Cory suspirou.
— É, pode ser melhor que você venha também.
Quando tomamos alguma distância, ele me encarou.
— Você acertou um dos rostos mais rentáveis da mídia atual.
— Foi.
— Por que faria isso?
— Não sei.
Sam bufou.
— Ele estava me protegendo.
Cory ergueu uma sobrancelha.
— Ah, é?
— É, sim. Aquele porco que vocês contrataram não sabe ouvir 'não' de uma garota.
O apresentador arregalou os olhos.
— Phillip tentou...?
Ela fez que sim.
— Certo. Obrigado pela colaboração. Podem voltar ao auditório.
Fizemos isso. Mas, quando chegamos, Sam congelou ao ouvir o que Tiffany estava dizendo e balançou a mão no ar até encontrar a minha, e então a esmagou.
— Deeear diary... — cantava Tiffany em sua voz aguda e chata. Comecei a acompanhar no violão.
"It's getting harder not to smile.
He acts stupid and does not care about it
I think he's just patiently waiting for all my walls
To fall down
And I think they are.

Dear diary,
I'm still wearing his coat
It's warm and I hate it
As much as I hate that damn uptown boy.

Dear diary,
He's actually kinda smart
Or just super observant
He always knows what is in my eyes
And I don't know how, but he gets
Everything I feel
Even when he doesn't understand
What I say for real
And since I started to talk
I love that his name is..."
— JOSHUA! — Sam berrou comigo e eu parei de tocar.
Silêncio mortal.
— Será que minha colega, Sam, quer falar algo sobre isso? — Tiffany abriu um sorriso satisfeito.
Sam caminhou até o palco, me arrastando junto pelo pulso. Não entendi por que, mas fui.
— Se vcê confssar — disse Phillip. — Su equipe pod gãrrar 30 pontos, o desapio, e não ter ninguém da equipe eliminado.
Sam suspirou. Eu podia ver que ela sentia que não tinha escolha.
— Certo. Essa megera loira roubou meu diário. — Silêncio. — É, eu admito que tenha escrito isso. Pá, babado forte — zombou ela. Se não zombasse, não seria Sam.
Depois se virou para mim — para mim, especificamente, e segurou minha mão, esmagando-a novamente. Não reclamei.
— Acho que te devo uma explicação, não é?
Assenti lentamente.
— Certo. Lá vai.
Sam me fitou por um longo minuto com aqueles olhos cinzentos tempestuosos. Depois apenas se inclinou e me beijou nos lábios.

Por um momento, fiquei tão atônito que não reagi, mas depois fechei os olhos e a beijei de volta. Se um abraço de Sam Price já era surreal, aquilo era o quê?
Quando nos separamos, ela ficou olhando para mim. Não desviou os olhos para os outros competidores nem uma vez. Acho que não queria ver a reação deles, então preferiu assistir à minha.
Ela também parecia surpresa, na verdade. Não reconheci sua expressão, mas com certeza havia um pouco de "o-que-diabos-eu-acabei-de-fazer?" nela.
Minha expressão era tão ridícula que a fez sorrir. Uma mistura de embasbacamento, confusão, surpresa e incerteza quanto a o que dizer agora.
— Eu estaba sperando apenaz uma confssão, mas isso serve também — Phillip deu de ombros. — Josh, sua vez.
Sentei-me no banquinho com o violão e Sam desceu para a plateia.
— Uou. Essa música parece tão errada agora. Ou tão certa. Não sei. Chamo essa de "Daydreamer" — dei de ombros e comecei a tocar.
"Daydreamer
You're lost in outer space
Am I the one to blame?
Let me save
You.

Daydreamer
You know who you are
Queen of sarcasm
The hero for the lost cause
A war of head versus heart...

Daydreamer
You've built your walls
I can't come across
Wish I were but I'm not
More than a stupid lacrosse star..."
— But I have a guitar... — essa última parte fez Sam sorrir levemente. — First I'm a nice guy. Then I'm kinda smart. You should stop calling me Joshua. Or I'll start to think I have your heart.

Sam ficou realmente irritada quando Phillip anunciou Brianna como vencedora do desafio. Algo me dizia que, se eu já não tivesse arrebentado a cara dele, Sam já teria feito algo muito pior, como... Sei lá. Mergulhar o rosto dele em alguma coisa nuclear e radioativa que a derreteria totalmente.
Mas ela ainda não falara direito comigo. Phillip nos dera o resto da tarde livre antes da eliminação de um Quati à noite.
Corri até Sam, que caminhava até o dormitório.
— Sam! Sabe que vamos ter que falar sobre isso, não sabe?
Ela continuou andando, fingindo que eu não havia dito nada.
— Acho que vou ficar lendo hoje... — comentou.
— Samantha.
— Eu sei que você não é o maior fã de livros, mas eu gosto deles.
— E eu sei que você não é a maior fã de... mim, mas você me beijou!
— Obrigada pela informação extremamente útil, Capitão Óbvio.
— Por nada, Tenente Sarcasmo.
A resposta à provocação dela a fez sorrir, mas ela fez de tudo para que eu não percebesse.
Percebi.

Adolescentes Selvagens; Capítulo 41: Luke


— Você realmente não nasceu para cantar — comentei com Tiffany enquanto esperávamos por Phillip.
Mas ela estava — pela primeira vez desde sempre — de bom humor.
— Não sei cantar, não sei dançar. Mas quem liga? Eu ando como a Rihanna.
— Citação desnecessária de The Wanted — comentou Barbie.
— Sempre gostei mais de One Direction — disse Maddie.
— Sempre gostei mais de vocês caladas — foi o resmungo já esperado de Sam.
— A segunda parte do desafio será de Conhecimento Musical! — anunciou Phillip, animado.
— Eu odeio esse cara — comentei baixinho com Josh.
— Ele é meio idiota, mas parece inofensivo.
— Serão perguntas de diversos gêneros e tipos, tudo relacionado a música. — continuou Phillip. — Cada um terá um botão vermelho desses. Se souberem a resposta, apertem o botão.
E começou.
— Quem era o vocalista da banda Oasis?
Sam foi mais rápida.
— Noel Gallagher.
— Um ponto para Samantha!
Xinguei por ter perdido uma tão fácil por demora.
— Por que a banda Guns N' Roses tem esse nome?
Sam de novo.
— Citando diretamente o gênio Axl Rose: "As armas são para mostrar que lutamos. E as rosas para mostrar que vencemos."
— Mais um ponto!
— Complete a música: I can't compete with your boyfriend...
Eu e Sam nos entreolhamos.
— HE'S GOT 27 TATTOOS — Maddie berrou como se fosse óbvio.
— Ponto para Maddie. Como deu-se a morte precoce de Mozart?
— A irmã o assassinou — respondeu ela novamente.
Metade das perguntas seguintes foi sobre música clássica, e Maddie era a única que sabia alguma coisa sobre isso. Bem, Sam cantou as notas da Nona Sinfonia de Beethoven, que sua mãe a obrigara a aprender no piano.
No final, os jogadores com mais pontos eram eu e Maddie.
— Rodada final! Luke versus Maddie. Usem estes botões — Phillip nos entregou dois botões azuis. — Primeira pergunta: Quantos Grammys têm os Rolling Stones?
Apertei o botão.
— AI! — gritou Maddie. O botão dava choque quando a outra pessoa o apertava.
— Um Grammy.
— Correto! Quantos Grammys Taylor Swift tem?
Maddie apertou o botão com força. Levei um choque leve.
— Sete.
— Exatamente!
E assim foi. Apertávamos o botão o tempo todo, tendo perguntas ou não, só pelo prazer de dar choque um no outro. Ver a cara de ultraje de Maddie satisfazia a alma.
—... Você fica linda de vermelho, Samantha — Phillip abriu o sorriso que ele provavelmente usava na capa do CD para derreter pré-adolescentes.
Senti-me vingado ao concluir que não funcionava com a Sam.
— Não me lembro de ter pedido a sua opinião — retrucou ela.
— Ele não pode fazer isso. Ele pode? — sussurrei para Maddie.
— Ele é famoso e atraente, diferentemente de você — respondeu ela, seca. — Então, sim, ele pode.
Sorri.
— Seus lábios dizem uma coisa, mas seus olhos não podem mentir.
Em resposta, ela me deu outro choque.
— Qual a capital da música country?
Dei um choque nela, apesar de não saber a resposta.
— Texas — chutei.
Ela me deu um choque.
— Nashville!
— E Maddie é a grande vencedora da segunda parte do desafio!

Sam Price


1) Sua vida em Connecticut
A) Dados Básicos e Família
Samantha Jean Price (ou apenas Sam Price) nasceu em Hartford, Connecticut em 6 de Fevereiro de 1996.
Atualmente mora em sua cidade natal com seus pais, Adriana e James Price, além de sua irmã caçula, Lily, e seu irmão mais velho, Trevor.
Apesar de ser a filha do meio, Sam sempre deu bem mais trabalho aos pais do que seus irmãos, mesmo que se considere a mais independente dos três.
Lily considera a irmã uma deusa, e é provavelmente sua maior admiradora. Elas são muito próximas, e Sam a classifica como "a única coisa de que sentiria saudade se fugisse de Connecticut".
O mesmo não acontece com seu irmão mais velho, cujo ela diz ser um "certinho babaca que se acha descolado porque usa o sarcasmo de uma forma babaca". Eles travam uma guerra diária, e a maioria dos delitos de Sam só foram ligados a ela por causa de Trevor.
B) Ficha Policial
Sua primeira aparição nos registros de polícia foi aos seis anos, quando tentou invadir uma prisão munida apenas de um urso de pelúcia e uma voadora poderosa. Desde então, a polícia local procura ficar sempre de olho nessa jovem em especial. Seus delitos incluem invasão e destruição de propriedade, desrespeito à autoridade, motim e obstrução da justiça, além de uma expulsão e oito suspensões. Também houve um incidente envolvendo um ganso, cujo o envolvimento de Samantha nunca foi confirmado. Isso se excluirmos as 17 vezes em que tentou fugir de casa, tendo sucesso em apenas três, incluindo a vez em que disse que ia à padaria e foi encontrada em uma padaria de Nova York duas semanas depois.

2) Adolescentes Selvagens
A) O Veredito
Depois de ter pegado um pouco mais pesado em sua rebeldia ao longo dos anos, a corte judicial decidiu mandá-la para um reformatório. Infeliz com a ideia, sua mãe fez um acordo com o juiz, mandando-a para um reality show que prometia ter regras bem rígidas.
O Adolescentes Selvagens acabou sendo tudo o que ela não esperava. Em algumas semanas, deixou de ser um lugar de punição para ser um lugar onde ela encontrou amigos, inimigos, e até talvez um amor... É como o colegial, só que com um prêmio de um milhão de dólares para o vencedor.
B) Está Aqui Para Vencer
Sam é uma candidata forte ao milhão desde que pisou naquela ilha. Nenhum dos outros competidores questiona sua chance de vencer. Nem mesmo Tiffany Preston que, vamos combinar, odeia a rebelde.
Sam está fazendo de tudo para ganhar. Tudo está indo muito bem para ela, exceto quando sua língua frouxa e sua personalidade forte a penalizam. Sam é única, e se orgulha disso. Mesmo não fazendo o mínimo esforço para ser legal, ainda é uma das favoritas do público.
C) Os Outros Competidores: Aliados, Rivais ou Inimigos?
Todas as opções acima. Para todos os competidores. As relações de Sam são complicadas de entender. Nunca se sabe se ela gosta de uma pessoa ou não.
Quando entrevistamos ela sobre isso, tudo o que ela nos disse foi "A surfista é suportável. Barbie sabe dar uma lição em alguém. Não me importo realmente com Luke. E se Tiffany morresse, eu iria ao enterro apenas para jogar bombas de bosta no túmulo dela".
Quando perguntada sobre Josh, ela recuou visivelmente. "O que vocês querem saber?!", ela cerrou os dentes. Perguntamos sobre os boatos de uma possível paixão, mas isso apenas a aborreceu mais. Como resposta, ela nos mandou tomar em um lugar que não tenho permissão para repetir aqui.
...Será que o bonitão realmente conseguiu fisgar o coração da srta. Frieza?

3) Curiosidades
A) Fobias
Sam se recusou a falar sobre isso, mas por sorte tínhamos os registros de uma antiga terapeuta dela (antes de ela se revoltar contra a mulher e fazer com que sua mãe parasse com a terapia).
Algumas de suas fobias:
- Gansos
- Freios de bicicleta
- Lugares abafados
- Palhaços
- Aranhas
- Ver muito sangue
B) Hobbies
- Ouvir rock em seu iPod
- Zombar de Trevor
- Zombar de Josh
- Assistir a filmes de terror
- Comprar coturnos ou jaquetas de couro
- Escrever em seu diário
- Ler
- Questionar a autoridade
- Escrever teorias de conspiração
- Idealizar estratégias
- Zombar de Tiffany com palavras difíceis, de modo que ela demore a entender
C) Curiosidades Gerais
- Sua primeira suspensão foi aos oito anos, por discutir aos berros com uma professora sobre seu comportamento
- Seu seriado de TV favorito é The Walking Dead
- Ela acha que zumbis são muito melhores do que vampiros
- Quando era mais nova, tinha uma quedona pelo vocalista do Maroon 5, Adam Levine
- Sustenta que o anarquismo destruiria o mundo, mas que amaria ver a coisa toda acontecendo
- Acha que o vocalista do Guns N' Roses, Axl Rose, era a coisa mais perfeita do mundo quando era jovem
- Sam nasceu no mesmo dia que Axl Rose
- Ela sabe abrir portas com grampos de cabelo desde os sete anos
- Quando tinha 14 anos, fez sua amiga beijar o capitão do time de natação para conseguir a chave da piscina do colégio, que ela tem até hoje
- Desde que entrou no colegial, já foi para a detenção mais de 203 vezes
- Ela não conta isso para ninguém, mas toca piano muito bem
- Ela é vegetariana

4) Depoimentos

"Sam é uma ótima garota. Ela só precisa... Ser mais normal, entende? Ir à escola, fazer festas do pijama, arrumar um namorado que tenha a ficha limpa... MAS NADA DISSO É MINHA CULPA, EU SOU UMA EXCELENTE MÃE!" - Adriana Price sobre sua filha
"Não nos falamos muito. Ela odeia baseball. Que tipo de pessoa odeia baseball?!" - James Price sobre sua filha
"MINHA IRMÃ É A MELHOR! ELA VAI GANHAR UM MILHÃO DE DÓLARES, VOCÊS VÃO VER! TOOOODOS VOCÊS VÃO VER!" - Lily Price sobre sua irmã mais velha
"Tento não falar com ela. Vai que insanidade é contagioso... Na escola, finjo que sou filho único." - Trevor Price sobre sua irmã mais nova
"Muitos garotos a acham bonita, mas ela não sai muito." - Anônimo, colega de classe de Sam
"Aquela garota tem atitude. Ela é como uma garota americana deveria ser. Ela sabe o que faz, essa Price. A maioria das garotas têm inveja dela, mas não admitem. Mesmo que admitissem, Sam não daria a mínima. Ela é uma lenda na detenção." - Victor Smith, "colega de detenção"
"Ela é gata. Super gata." - Luke Seaton, participante do reality show Adolescentes Selvagens
"Essa garota definitivamente sabe como acabar com uma vaca! Gosto do jeito que ela lida com as coisas." - Barbara O' Connor, participante do Adolescentes Selvagens
"Não há ninguém na competição como ela. Não há ninguém no UNIVERSO como ela. Se você a tem ao seu lado, considere-se sortudo. Eu acho que as pessoas deveriam pensar mais como ela. Ela é quem ela é, e é isso que eu gosto nela... É ISSO QUE EU GOSTO NELA COMO AMIGA.... COMO COLEGA DE EQUIPE... COMO... COMO... PESSOA! COMO... Érrr... Moça, onde eu apago essa última parte?" - Joshua Evans, participante do Adolescentes Selvagens
"Ela é uma adversária forte, mas pensa de forma muito precipitada." - Maddison Stewart, participante do Adolescentes Selvagens
"Ela é uma garota solitária que passou por muita coisa... O reformatório teria sido bom para ela, e... ESTOU SÓ BRINCANDO, SAMANTHA! SÓ... BRINCANDO... Ok... Agora abaixe esse abajur... Abaixe..." - Dra. Pepperson, psicóloga
"Ela não parece ter nenhuma doença psicológica, mas é realmente difícil fazer um teste de bipolaridade com o paciente te xingando em Francês, depois que a mãe a proibiu de falar palavrões em uma língua que entendêssemos." - Dr. Ott, psiquiatra
"Eu iria para a guerra com essa garota a qualquer hora!" - Capitão Shelton
"Cette fille est un génie! Un génie! Ou peut-être c'est juste colère ... mais les meilleurs sont comme ça!" - Madame Charlotte, professora de Francês de Sam
"Por mim ela morre" - Chefe da cozinha do Adolescentes Selvagens
"Sou a favor, sou a favor! Aquela garota nem sabe o que é um Louboutin! Aquela... Aquela neãdertall! Ela pensa que é o máximo, mas não é!" - Tiffany Preston, participante do Adolescentes Selvagens
"Você não sabe nem falar 'neandertal' corretamente, muito menos escrever. Que dirá saber o que significa." - Sam Price sobre o comentário acima.
"Gosto de picles" - Chloe Parkins, participante do Adolescentes Selvagens.

5) Ficha Básica

Nome completo: Samantha Jean Price
Apelidos: Sam, Price, punk, revoltada, rebelde, gótica
Data de nascimento: 06/02/1996
Idade: 16
Signo: Aquário
Cor de pele: Alva
Cabelo: Castanho claro, levemente ondulado nas pontas
Olhos: Cinzentos
Altura: 1,67m
Família: Seus pais, uma irmã mais nova e um irmão mais velho
Cidade natal: Hartford, Connecticut
Cidade atual: Hartford, Connecticut
Cor favorita: Vermelho
Comida favorita: Torta de maçã
Filme favorito: Qualquer um de terror
Programa de TV favorito: The Walking Dead
Banda favorita: Guns N' Roses
Música favorita: She Will Be Loved, Maroon 5
Livro favorito: As Vantagens de Ser Invisível
Ama: Sarcasmo
Odeia: Idiotas
Considera-se: Revolucionária
É alérgica a: Burrice. Mas amendoim também serve

sábado, 24 de agosto de 2013

Adolescentes Selvagens; Capitulo 40: Tiffany


— Eu disse "Sol"! — Sam bufou, tocando a nota repetidas vezez no piano. — Você não está cantando em Sol!
— Toque no que estou cantando, oras!
— Mas a droga de música que eu fiz sem nenhuma ajuda de Vossa Alteza está em Sol!
— Não está, não. Está em G.
— G é Sol, loira. Inferno — ela bateu a cabeça de leve no tampo do piano. — Vou tocar mais uma vez para você. Cante comigo.
Sam começou uma melodia lenta e aparentemente complicada.
— Isso soa como música de enterro.
— Cale a boca.
Ela deu a entrada para o começo do vocal.
— Maybe if I weren't like this — começou ela, baixo.
— Don't know how to say, but if... If I didn't insist for nothing, If I didn't talk so much — cantei por cima.
— Without saying anything at all... — ela aumentou o tom de voz, criticando silenciosamente a velocidade com a qual eu estava cantando. — Quer saber, cale a boca e me deixe cantar uma vez para você entender.
Eu o fiz
"Don't know how to explain, but if my head didn't shut my heart
If I didn't lie when I'm nervous, just to get away from you
When all I want is a hug, but I wouldn't ask for it.
Maybe then I would have you.

If I didn't write on my notebook instead of telling you how I feel
If I didn't use sarcasm when things start to become real
If I weren't conductive to accidents
If I didn't talk like I were the president
If my head could have at least one inhabitant
If I didn't break things when I should fix them.
Maybe then I would have you.

If I take a breath and count to three
Then tell you everything
Will everything be ok
Or will I just have spoken too much again?
Maybe if I knew what to do
Maybe then I would have you..."
Palmas vieram da porta. Josh.
— Essa música é incrível, Sam — ele deu um sorriso levemente admirado.
A punk fechou o piano, parando de cantar no meio da música. Parecia desconsertada.
— Tiffany escreveu.
Não entendi por que ela mentiria, mas a ideia de impressionar Josh me entreteu.
— Isso aí.
— Joshua, estamos ensaiando — Sam suspirou. — Algo que você também deveria estar fazendo. Dê o fora daqui.
— Mas...
— Agora!
Ele suspirou e o fez. Encarei-a.
— Não precisava ser tão rude.
Ela me ignorou.
— Agora que entendeu a velocidade da canção, podemos...

Em uma hora, estávamos sentadas no auditório, esperando para nos apresentarmos.
Josh e Brianna estavam no palco. Eles eram bons, na verdade.
— A voz dela é tão mais suportável que a sua — Sam comentou comigo.
— Não é como se eu gostasse da sua companhia também.
— E agora... — disse Phillip Fadaye sorriu, apresentando a próxima dupla. — Samantha e Tiffany!
Fomos até o palco. Sam sentou-se em frente ao piano e eu sentei-me num banquinho ao lado. Ela tocou um Sol isolado para me lembrar da nota.
— Ótima canção! — Phillip comentou quando terminamos de cantar. — Quem a escreveu?
— Tiffany — respondeu Sam rapidamente.
— Eu!
— Muito bom, mesmo! Como eu disse antes, as pontuações serão individuais, mas no fim o participante em primeiro lugar ganhará um prêmio para a equipe: o prêmio de não ter ninguém de seu time eliminado! Sim, este é um desafio de eliminação! Nessa primeira parte, os vencedores são...: Josh e Brianna, parabéns! Vocês ganharam dez pontos!
— Pare de falar tudo com exclamações! Meu Deus! — Sam o imitou, resmungando.
Em resposta, Phillip sorriu para ela. Argh.
— O desafio final valerá 30 pontos. Vocês devem criar uma canção sobre um colega de vocês que será escolhido por sorteio. Não contem a ninguém, os outros vão ter de descobrir.
Todos pegamos um papelzinho numa caixa. Quando abri o meu, abri um grande sorriso.
Josh.
— Vocês têm vinte minutos até o segundo desafio, sobre o qual explicarei melhor no gramado ao lado da floresta.
Corri para o dormitório antes de todos. Estava prestes a devolver o caderno de Pessoas Que Quero Dar Um Soco Na Cara de Sam — ele não me servia de nada, mesmo.
Foi quando notei que o travesseiro de Sam estava um pouco levantado. Ah. Meu. Deus. Joguei-o para o lado e deparei-me com um pequeno caderno azul.
E, fácil assim, eu tinha em mãos o diário de Sam Price.

domingo, 18 de agosto de 2013

Adolescentes Selvagens; Capítulo 39: Brianna


Sam chegou ao quarto imaginando que estaríamos todas dormindo, mas as meninas não sossegariam até fazer todas as perguntas possíveis a ela.
Eu particularmente não ligava muito, mas não conseguia dormir com toda aquela baderna.
— Essa é a jaqueta do Josh? — Maddie ergueu uma sobrancelha.
Sam olhou para baixo e xingou baixinho, como se percebesse pela primeira vez que ainda estava com ela.
— Ele derrubou os cobertores numa poça d'água — ela revirou os olhos.
— Guardou um pedaço de pizza para mim? — perguntou Barbie, saindo do banheiro.
— Não... Josh comeu tudo, mal sobrou pizza pra mim — Sam suspirou.
— Espere, essa é a jaqueta dele?
— Meu Deeeeus! — a punk bufou e apagou a luz do quarto. — Dormir. Todo mundo.
Mas quando ela chegou em sua cama, soltou um berro.
— QUEM FOI A VADIA QUE PEGOU O MEU CADERNO?! — ela gritou, semicerrando os olhos e acendendo a luz. — Agora. Eu sei que foi uma de vocês. Quem foi?!
Ficamos em silêncios, olhando atordoadas para ela.
— Quando eu acordar, quero o caderno em cima do meu baú. Ou vocês vão se ver comigo. E não. Vai ser. Bonito.
— Achei que ela fosse ficar menos dramática depois do encontro — sussurrou Maddie.
Uma escova de cabelo voou nela no mesmo instante. Não vou dizer quem jogou, mas digamos que o nome da garota começa com S de sangue e termina com M de morte.

No dia seguinte, o caderno não estava em cima do baú de Sam. O almoço foi bem tranquilo.
— Eu sei que foi você! Devolva. Meu. Caderno — Sam cerrou os dentes, ameaçando Tiffany com um talher.
— Sam... Você sabe que isso é uma colher, não sabe? — Josh comentou, receoso.
A garota olhou para a colher que tinha em mãos, apontada para Tiffany. Apontou-a para Josh e disse:
— Quer testar?
Josh podia até conseguir ter alguma influência no temperamento explosivo de Sam, mas não tanto assim. Então apenas ficou quieto enquanto Tiffany negava ter roubado o caderno.

Sentei-me na varanda do chalé para ler um livro de Sam que eu havia pedido emprestado. Havia algumas anotações ocasionais nas partes que ela mais gostara, e eu gostava de lê-las.
"Quando você sai das vista das pessoas você vê realmente o que importa na vida e o que te faz bem"
Embaixo ela escreveu, em uma letra cursiva caprichada:
Só não dá para fugir de si mesmo
Uma parte em especial me intrigou. A personagem falava sobre ajuda, e Sam escreveu embaixo "Ninguém pode ajudar ninguém".
Intrigou-me a ponto de que perguntei a ela quando a vi saindo do chalé. Ela sentou-se ao meu lado e começou a falar devagar, como se achasse que eu não tinha Q.I o suficiente para compreender as teorias dela.
— Ninguém pode ajudar ninguém, pois não há patamar superior. Estamos todos coexistindo, em diferentes situações, mas da mesma forma. A pessoa pode te oferecer a ilusão na qual ela acredita, e você pode aceitar ou não. Mas não existe "ajudar", pois somos todos iguais. Estamos todos aqui nas mesmas condições. Viver. Se ferrar. Morrer. É isso. Como se tira alguém do inferno quando você próprio está preso a ele?
Não costumava julgar as pessoas, mas fiquei surpresa ao perceber que a arrogância de Sam tinha um leve fundamento.
Ela não fingia que todos eram mentalmente inferiores a ela. Ela realmente pensava tal coisa, e talvez alguns até fossem.
— É um jeito solitário de se pensar — comentei, relutante.
— É o jeito racional de se pensar.  Só que as pessoas evitam o racional, então se prendem a esperanças. É como a vida após a morte. Sabe por que as pessoas acreditam que algo acontece com elas depois de morrer? — ela me encarou. — Porque não suportam a outra alternativa.
—...
— Não sei você, mas não vou ficar esperando a possível próxima vida — Sam se levantou. — Vou fazer esta aqui valer a pena. Vou deixar um legado que viva para sempre.
— E o resto das pessoas achando que ser feliz basta — Josh se aproximou, sorrindo levemente.
Sam o fitou.
— Como você pode ser feliz sem um propósito?
Josh desviou o olhar, focando em mim.
— Ela está te assustando? Porque ela faz isso às vezes, mas te garanto que ela não vai te apunhalar enquanto você dorme... Eu acho.
— Não! Perguntei a ela sobre umas anotações de um livro e ela começou uma teoria existencialista muito inteligente, na verdade.
Josh ergueu uma sobrancelha.
— Ah, é? E depois diz que lacrosse é para idiotas — ele sorriu, olhando para Sam. — Quero dizer, a jaqueta está claramente aumentando seu Q.I.
Sam abraçou a jaqueta de Josh, que ainda estava vestindo, de forma defensiva.
— Talvez você devesse tomá-la de volta, então. A falta dela está claramente queimando seus neurônios.
— Meu Deus, você acaba de assumir que eu tenho neurônios! — ele fingiu estar impressionado, e disse a próxima sentença olhando para mim: — Isso é tipo uma declaração de amor no Mundo Mágico da Samantha, sabia?
Eu não sabia, mas assenti.

Cory nos deu um dia de folga. Aprendêramos a odiar qualquer coisa levemente legal que ele fazia, pois era sempre seguida de tortura iminente.
Eu só não esperava que a tortura se chamasse Phillip Fadaye.
Phillip não seria uma tortura, de modo nenhum. Foi o que pensei quando o vi no dia seguinte.
Phillip Fadaye era um cantor pop que estava fazendo bastante sucesso, então eu não fazia ideia de por que ele decidira participar daquele programa de segunda bobo onde estávamos.
Mas lá estava. Phillip era... Bem... Lindo. "Lindo" seria a palavra certa. Cabelos louros cacheados, olhos azuis, um sorriso bonito e uma voz hipnotizante.
— Acho que todos vocês conhecem Phillip Fadaye — disse Cory, sorrindo um pouco ao nos apresentar. Todas as garotas assentiram e soltaram suspiros, animadas. Exceto Sam. Sam se juntou ao grupo dos garotos, que bufavam e resmungavam algo que soava como "viado". Nenhuma surpresa até ali.
— Obrigado — Phillip sorriu levemente. — É um prazer estar aqui. Gosto muito do programa.
A ideia fez Sam — que achava os espectadores do programa mais estúpidos do que o próprio show — bufar novamente e revirar os olhos.
Para a surpresa de todos, os olhos de Phillip se acenderam. Ele abriu um grande sorriso e caminhou até ela.
— E você é...?
Foi levemente divertido assistir à expressão de ultraje no rosto de Tiffany.
— Achei que assistisse ao programa — rebateu Sam, olhando para a própria unha em um gesto de desafio.
— Assisto. Só pensei que poderíamos nos apresentar frente a frente.
Ela finalmente olhou para ele.
— Bem, pensou errado. Cory — ela encarou o apresentador. —, podemos continuar essa droga para que eu possa ganhar um milhão e uma ficha limpa logo? Obrigada.
Fiquei um pouco incomodada por Sam ser tão rude com alguém que estava sendo tão gentil com ela, mas não estava muito surpresa. Josh parecia estar se divertindo.
— Hoje — Phillip se virou para todos nós, sorrindo. — vocês serão estrelas do rock.
O único que parecia achar aquilo interessante era Luke — desde que ele pudesse destruir quartos de hotel e tal.
— Quem aqui toca algum instrumento? — perguntou Phillip. Apenas Josh e Maddie levantaram a mão. — Ótimo... Bem... Hã... Quem aqui canta?
Tiffany ergueu ambas as mãos rapidamente e as balançou, dizendo "Eu!", "Eu!".
— Trouxemos violões, pianos, baterias, guitarras elétricas e um violino. Josh e Maddie terão preferência na escolha de instrumentos, já que tocam.
— Violão! — berrou Josh no mesmo instante.
— Violino! — berrou Maddie por cima.
— Os outros... Espere, cadê a Samantha? — Phillip olhou em volta.
Fizemos o mesmo. Ela não estava mais ali.
— Certo, hm... Façam duplas. Um vai tocar e outro vai cantar. Vocês têm três horas para ensaiar.
Fiquei com Josh. Não achava que minha voz era ruim.
— Vou só pegar meu violão... — disse ele, mas parou de falar no mesmo instante. Havia percebido a mesma coisa que eu. — Isso é... música?
Corremos em direção ao som. Olhamos pela janela da sala de música, que estava vazia, exceto por uma única pessoa tocando piano.
Sam.
— Você mentiu! — berrou Josh, escancarando a porta da sala. Sam arregalou os olhos e parou de tocar. — Samantha Price, você toca piano. Por que diabos você toca piano?
Ela pegou a partitura que estava tocando, agindo como se tivéssemos invadido o banheiro enquanto ela tomava banho.
— Não é da conta de vocês!
— Você toca muito bem, Sam. Sério. Precisa dizer ao Cory.
— Não preciso fazer nada! Preciso que vocês calem a boca, isso é tudo.
Josh semicerrou os olhos, aproximando-se dela como eu nunca havia visto ninguém fazer. Sem nenhum medo. Perto o suficiente para um chute na virilha. Imaginei se ela conseguiria sentir o hálito dele.
— Ou você conta ao Cory. Ou eu conto.
— Você não faria isso.
— Como sabe?
— Porque conheço você, Joshua.
— Exatamente. Eu sou bem idiota, sabe? Não penso muito antes de fazer coisas estúpidas.
— Joshua. Não posso fazer isso — ela o encarou, séria. — Entendeu? Não posso. Preciso que entenda isso.
— Por que não está dizendo isso a ela também? — ele apontou para mim.
— Ah, ela não vai dizer nada. Tem medo de acordar sem cabelo. É com você que estou preocupada.

* * *

Não sei como, mas Josh a convenceu. Não escutei a conversa, mas em diversos pontos achei que Sam fosse chutar as partes baixas de Josh. Mas ela não o fez, e ele não recuou — o que achei surpreendemente corajoso (ou insano), mas Sam não parecia achar grande coisa.
Porém, estávamos atrasados e só havia uma pessoa sem par para Sam.
— NEM PENSAR! Prefiro ter todos os meus membros arrancados de mim, ou pior! Ter todos os meus Louboutin arrancados de mim! — gritou Tiffany, mostrando sua indignação.
Barbie sussurrou para mim que Louboutin — Christian Louboutin — era uma grife de sapatos. Agradeci baixinho pela informação.
Sam mandou-a calar a boca e a arrastou até a sala de música. Todos os outros instrumentos podiam ser removidos de lá com mais facilidade do que o piano, então ela "pediu" para usar a sala.
Então, sim, ela fez com que Luke tirasse a bateria lá de dentro, porque ela era Sam Price e Luke era um cachorrinho domesticado.
Sentei ao lado de Josh em um banco de madeira em frente ao mar. Ambos gostávamos de observar as ondas e o ar livre, então por que não?
Cory havia estabelecido algumas regras quanto à competição. Teria de ser uma música de autoria própria da dupla, e no mínimo uma pessoa por dupla tinha de cantar.
— Realmente não me sinto confortável cantando sozinha — comentei com Josh, um pouco relutante pela frescura.
— Tudo bem, eu canto com você.
Fiquei surpresa por ele ter aceitado tão bem.
— Sério?
— É, vamos fazer isso. Por que não, né?
Eu podia citar pelo menos vinte e sete "por que não"s, mas fiquei quieta.
— Quanto à música... — ele torceu o nariz. — Sou um péssimo escritor. Sou mesmo.
— Posso pensar em alguma coisa. Toque.
— Tocar o quê?
— Não sei, invente algo. Vou criar uma letra.
— Tipo, de improviso? Você é algum tipo de rapper, ou...?
— Deus, não. Eu ouço Jason Mraz, não sei nada sobre rap. Apenas toque.
Josh começou a tocar uma melodia simples, um pouco animada.
— Sobre o que deveríamos cantar? — perguntei, ainda hesitando.
— Estou só tocando, Jensen. O resto é com você.
— Valeu pelo apoio. Só... Hm...
— O quê?
— Não estou exatamente confortável com baladas românticas, tudo bem?
Josh sorriu, parecendo aliviado.
— Deus, muito obrigado. Isso seria constrangedor.
— Nem me diga!
— Ainda estou tocando, Brianna...
Suspirei e comecei a cantar o que veio na cabeça.
— There will come a time / When I'll be on the top / No more lies / No one is gonna shut me up.
O refrão foi um pouco mais fácil.
— I'm gonna sing out loud for those who doubted me / I'm gonna throw it all on their faces / There will come the day they'll wash my car / Cause man... I'm gonna win this game.
O comentário de Josh ao fim da música foi:
— Sua... Sua rapper!
Eu ri.
— Como eu faço para lembrar do que cantei agora?
Ele mostrou o gravador que havia trazido sem que eu soubesse.
— Seu... Droga, Josh! — enrubesci, o que era idiota, pois eu era gravada o tempo inteiro pelas câmeras daquele programa.
— Por nada! Agora me ensine essa droga de letra.
— Bem, preciso aprendê-la primeiro.
— Temos uma hora e meia para isso. Preciso lembrar o que eu toquei também.
— Bom saber que está tudo nos conformes.

domingo, 11 de agosto de 2013

Head Versus Heart


~chorus:
I'm a war
Of head versus heart
I'm the hero for the lost cause
I'm the queen of "I know what you are"...

I like my private things the same way I like my pizza
Locked somewhere only I can find
Not the kind of girl that says all the time "I love ya"
But when I do, it's for real and I swear it's right.

I try to find patterns where they don't exist
Adventure is dangerous,
But have you ever tried routine?
It's letal.

~chorus:
I'm a war
Of head versus heart
I'm the hero for the lost cause
I'm the queen of "I know what you are"
I scream in the silence
Don't have that much of patience
Oh, I'm a damn war
Of head versus heart.

"I still like the old time rock n roll
Today's music ain't got the same soul"
Bob Seger was right when he sang
Don't bring me techno, I can't stand that thing.

I'll either find a way or make one
Cause this is not the mountain I will die on
I'm a rebel, a leader, a warrior
Queen of disaster, head versus heart.

~chorus:
I'm a war
Of head versus heart
I'm the hero for the lost cause
I'm the queen of "I know what you are"
I scream in the silence
Don't have that much of patience
Oh, I'm a damn war
Of head versus heart.

~bridge:
I am reckless, I am vague
I talk to much, I don't know what to say
I fight for my rights, but I'm still called
A rebel without a cause
But I'm not a rebel, I'm revolutionary
I'll burn the world cause I always have
The last word, the last word
But inside of me there is a war
Of head versus heart...

~chorus:
I'm a war
Of head versus heart
I'm the hero for the lost cause
I'm the queen of "I know what you are"
I scream in the silence
Don't have that much of patience
Oh, I'm a damn war
Of head versus heart.

sábado, 10 de agosto de 2013

Famosos, Rebeldes e Viajantes


Às vezes chego a pensar
No quanto importa ser importante
Provavelmente demais
Cria famosos, rebeldes e viajantes.

Dizem que nada importa
Se você for diferente
Dizem que tudo vai ficar bem
Mas condenam os Divergentes.

Dizem que a beleza não importa
Mas te preparam para os Jogos
Em um salão de beleza
E na Capital te ensinam bons modos.

Dizem para dizer o que pensa
Que lidere, e não obedeça
Mas perseguem a America
Que se recusa a ser tão cética.

Mas não importa o quanto fique ruim
Tudo pode melhorar
Nunca estou segura de mim
Quando a próxima página decido virar.

Lá encontro um novo mundo
De magia e lagos profundos
Um lugar com um lindo luar
Onde lá desejaria morar...
O trem passa rapidamente
Sua vida muda, assim, de repente
Uma carta e nada é o mesmo
Torna-se o bem mais precioso que temos.

E se em vez de uma carta
Um meio bode viesse te buscar
Levar-te para o meio da mata
Em um acampamento onde você poderia morar.

Às vezes chego a pensar
No quanto importa ser importante
Provavelmente demais
Cria famosos, rebeldes e viajantes.

Com os Jogos fiquei famoso
E percebi que de nada adiantava
Então rebelei-me enquanto comia bolo
É assim que funciona na Audácia.

Mas viajei pelo mundo a fora
Estive em todo e em nenhum lugar
Entrei em um guarda-roupa
Lá em Nárnia decidiram me coroar.

E para isso nem saí de casa
Mas um mergulho foi preciso
Para dentro de um conjunto de páginas
Resultando em um livro bem lido
E histórias que ficam no coração
Nos dão vontade de escrever a canção
Sobre eles que mudaram nossas vidas
Sem nem saber...
Viajo enquanto durmo, sonhando à vontade
Mas quando estou me levantando
Acho que não gosto tanto da realidade
Então apenas continuo devaneando.