quinta-feira, 4 de julho de 2013

Adolescentes Selvagens; Capítulo 35: Maddie


— Princesa. Se não for muito incômodo, será que não dá para CORRER? — Luke me encarou, cerrando os dentes.
— Eu não corro — repliquei.
— E eu não ligo.
Dito isso, ele agarrou meu pulso e começou a correr. Eu tropeçava o tempo todo, pois minha pernas eram bem mais curtas que as dele. Se eu diminuísse o ritmo, cairia de cara no chão. Luke não parecia se importar. Bem, ele nunca dera qualquer resquício de se importar com nada, mesmo.
— Abaixe! — berrou ele. Eu o fiz.
Obviamente, ao perceber que eu estava seguindo seus comandos, ele começou a dar comandos falsos, me fazendo bater a cabeça e coisas assim. Porque Luke era um filho da mãe. Enquanto ele ria, dei uma rasteira nele. Quando ele caiu no chão, agachei para que o elástico não arrebentasse e o encarei. Para minha surpresa, ele parecia satisfeito. Como se de repente tudo tivesse ficado divertido.
Sam e Josh corriam na frente. Eu não os havia visto bater uma vez sequer. Senti uma pontada de ciúmes.
— No que está pensando? — Luke me encarou.
— Por que você não pode ser mais como o Josh?
— Porque isso seria terrivelmente chato.
— Mas você teria a Sam.
— Isso não está na minha lista de prioridades no momento. Por que você não cala a boca?
— Porque isso seria terrivelmente chato.
— Mas talvez te tornasse menos insuportável.
— Aos olhos de quem? Dos seus? Não está na minha lista de prioridades no momento.
Luke sorriu. Seu sorriso presunçoso de sempre.
— Proponho um acordo.
— Não.
— Deixe-me terminar!
— Não vou tirar a roupa.
Luke riu um pouco.
— Sempre esperando o pior de mim, Princesa. O acordo é o seguinte: você cala a boca até o fim do desafio e eu paro de te irritar.
— Qualquer som que saia da sua boca me irrita.
— Então nós dois apenas calamos a boca. Fechado?
Encarei-o por um momento, tentando antever uma travessura.
— Fechado.
E então apenas voltamos a correr. Desviamos, pulamos, abaixamos... Até que finalmente terminamos a primeira parte do desafio. Arrebentamos o elástico, aliviados. A segunda parte era numa bicicleta. Ainda sobraram duas, já que Sam e Josh e Brianna e David estavam na nossa frente. Luke estava prestes a subir quando eu vi a venda colocada sobre ela.
— Um de vocês tem de ser vendado. — disse Cory, que apareceu magicamente ao nosso lado. — Esse pilotará a bicicleta. O que pode ver dará as direções.
— Eu piloto — disse Luke, o que não me surpreendeu.
A ideia de minha vida nas mãos de Luke já era suicida. Mas a ideia de minha vida nas mãos de Luke vendado pilotando uma bicicleta era ainda pior.
Não que eu tivesse escolha. Se eu pilotasse, provavelmente acabaríamos andando em círculos para que ele pudesse me irritar.
— Certo — bufei.
Peguei a venda e a coloquei nos olhos de Luke, amarrando atrás de sua cabeça. Depois o ajudei a subir no assento da frente da bicicleta. Avisei quando subi no assento de trás.
— Se eu fosse você, seguraria nas minhas costas — disse ele.
— Prefiro morrer.
— Não garanto a parte do morrer, mas você vai se machucar feio caindo nesse chão.
Obviamente, quando Luke deu partida e começou a pedalar como um louco, decidi que era melhor apenas engolir o orgulho e segurar nele. Tentei ajudar pedalando também, mas não conseguia manter direito o ritmo dele.
— DIREITA! — me ouvi berrando. — Não, a outra direita!
Fora as vezes que quase caímos em buracos ou batemos em alguma árvore que — provavelmente de propósito — fora colocada no meio do trajeto, estávamos indo bem.
Quando passamos David e Brianna, comentei isso com Luke. Ele deu um tipo de riso maníaco e começou a pedalar mais rápido.
— Até que formamos um bom time, Princesa!
Orgulhosa demais para concordar, apenas berrei:
— Cale a boca e pedale!p

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