Eu estava andando calmamente pela praia quando vi um caderno preto jogado no chão. Ai. Meu. Deus.
Eu sabia o que era. Era o caderno da punk, definitivamente. Seria o que eu estava querendo encontrar? Bem, se aquela idiota largara ele por aí...
Saí correndo até a árvore e peguei o caderno. "Pessoas que Eu Quero Socar na Cara". Que coisa clichê. Não me surpreendi ao ver meu nome lá, obviamente. Bem, ela que tentasse. Logo abaixo, o nome de Josh escrito e riscado várias vezes.
Sam Price era apenas um coração de manteiga, e eu estava disposta a provar aquilo. Mas, infelizmente, aquele caderno maldito não possuía nada que a incriminasse, exceto seus "sentimentos inconstantes" em relação a Josh. Não que ela fosse humana o suficiente para ter sentimentos.
— Mas... Mas... — ouvi uma voz aguda conhecida atrás de mim.
— Sinto muito, soldado Parkins, mas o elo mais fraco tem de sair. A senhorita teve o pior desempenho no desafio e, além do mais, causa medo na maioria dos participantes.
E simples assim, o Capitão Shelton estava enxotando Chloe do programa.
— Ei! — Josh gritou, se aproximando. — Não vai haver votação?
— Vocês estão sob minha custódia até o desafio acabar, e o desafio só acaba quando alguém sair. E até lá, fazemos as coisas como fazemos na guerra. E o elo mais fraco é sempre o primeiro a sair na guerra.
Apesar dos protestos surpreendentes, observamos Chloe ir embora com o iate que nos trouxera. Todos pareciam atônitos, até mesmo Luke, que nunca demonstrava emoção nenhuma.
— Isso é tão errado — Brianna suspirou ao meu lado.
— A vida não é justa, querida — repliquei, encarando-a. — Apenas agradeça por não ter sido você.
Antes da coisa toda com a piradinha, eu estava sentada em minha toalha na areia de biquini e shorts jeans com uma Teen Vogue intocada no colo enquanto observava Josh surfar sem camisa. O que, devo admitir, era uma visão do Paraíso.
Minha ideia de Paraíso sempre foi a Vogue, mas observar Josh naquelas condições também estava bem próximo.
Qual é, deveria haver uma lei contra ser tão lindo em público. Ele frequentemente afastava o cabelo escuro do rosto com um gesto sexy sem nem perceber. Quando ele viu alguma coisa e acenou, jurei que ele estava vindo até mim. Ajeitei meus óculos de sol Dior e estava sorrindo levemente.
Até perceber que ele fora falar com a punk. Francamente, por que ele se dava ao trabalho? Aquela garota era um caso perdido. Caras como Josh Evans sempre acabavam com Tiffany Prestons. Era a lei natural das coisas.
Percebi que havia dito a última parte em voz alta quando Luke respondeu atrás de mim:
— Bem, Sam sempre gostou de quebrar algumas leis.
Em resposta, ordenei que ele fosse embora. Provavelmente se divertindo com a minha desgraça, Luke se afastou.
Ver Josh e Sam naquela droga de prancha já estava me dando enjoo, então fiquei sentada na varanda. Até que vi a punk se aproximar da cabana com um pequeno sorriso no rosto, provavelmente certa de que ninguém estava observando. Obviamente, foi um choque quando ela me viu.
Ela estava completamente encharcada e pingando, mas não parecia ligar muito para isso quando entrou no chalé.
Peguei o caderno dela mais uma vez, fuzilando aquelas páginas idiotas.
Nenhum comentário:
Postar um comentário