quinta-feira, 9 de maio de 2013

Adolescentes Selvagens; Capítulo 30: Luke


Acordei depois de algumas horas, e mesmo assim fui um dos primeiros. Estava ciente sobre a vitória de Josh, que, surpreendentemente, já estava acordado. Porém, continuava na mesma posição, pois não queria acordar Sam (que estava apoiada em seu ombro).
O capitão nos deu a tarde livre. Procurei ficar longe de Maddie, não queria estar lá quando ela descobrisse que havíamos perdido o desafio. De novo. Sentei embaixo de uma árvore e saquei o canivete no meu bolso.
— O que diabos você pretende fazer com isso? — disse uma voz atrás de mim.
Eu já estava preparando insultos para jogar em Maddie quando me deparei com Brianna.
— Ah — suspirei sem muita animação. — É você. Na realidade, eu estava prestes a vandalizar essa árvore escrevendo alguma coisa imprópria em seu tronco. Quer ajudar?
— Não, obrigada — ela franziu o cenho.
— Veio até aqui para me perguntar isso?
— Na verdade, não. Qual seu problema com David?
— O MEU problema com David? Não quer dizer o problema DELE comigo?
— Por que ele teria um problema com você?
Ergui uma sobrancelha.
— Você realmente não faz ideia?
Ela me encarou sem entender.
— Deus, você é mais loira do que eu pensava — revirei os olhos. — Se me dá licença, tenho um vandalismo para completar. Pensei em desenhar um pênis, mas estou pensando em algo um pouco mais original.
— Você tem sérios problemas.
— Digo o mesmo. Você parece uma daquelas garotas que estudam em escolas de freira. Sempre imaginei que elas fossem todas lésbicas. Isso não quer dizer que eu ache que você é lesbica, porque não acho. Pelo menos, não muito.
Ela me fitou como se eu tivesse acabado de dizer que tinha matado vinte e cinco crianças com uma corda de pular.
— Eu não sou lésbica, Luke. Quer saber, tenho mais o que fazer.
— Somos dois.
Um pouco aturdida, ela se virou e foi embora. Dei de ombros e comecei a escrever coisas no tronco da árvore.
— Ei, Luke — disse outra pessoa atrás de mim.
— É melhor que não seja ninguém para encher o saco... — viro-me e me deparo com Josh. — Ah, oi Evans. Imagino que sua namorada já tenha acordado.
Josh trocou o peso de um pé para o outro.
— Sam? Ela não é minha namorada.
— Imaginei. Garotas como ela não saem com caras como você.
Ele ergueu uma sobrancelha.
— Está irritado por minha causa?
— Nem tudo no mundo tem a ver com você e a sua namoradinha, Evans.
A expressão dele se suavizou.
— Luke...
— Não está realmente pensando em me consolar, está? Porque isso é muito gay.
Josh possuía uma expressão séria no rosto.
— Claro que não, Seaton.
— Você viu a Maddie por aí?
— Ela estava na varanda do chalé há alguns minutos.
— Hum. Parecia irritada?
Josh franziu o cenho.
— Não.
Me levantei. Estava virando para ir embora quando lembrei de algo:
— Ah, sobre a Sam: — encarei Josh. — Ela é uma boa garota. Mas não espere muito vindo dela.
— Isso é para ser um incentivo?
— Ah, sim. Adoraria vê-lo tentar.
— Eu nunca disse que queria tentar.
— Não quer?
— Não. Ela não é meu tipo.
— Essa é a desculpa mais idiota do mundo. Não existem "tipos".
— Talvez não para você.
— Como quiser, então.

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