domingo, 31 de março de 2013

Forever and Always


never thought i would see you this hurt
you, whose joKes always lighted up my life
i don't kNow what to do, it feels like a curse
don't know what you're going through, but the sun will still rise.

it freaks me out, don't knowing what to say
what can i dO but telling you it's all gonna be ok
you need me there, and there i'll be
for the first time on my life, i'm not able to speak.

whatever you say, whatever you do
i Will always be there for you
i wanna be the one to remind
you of what it is to smile
i know people leave when you think they're gonna stay
but i meant it when i said forever and always.

there's nothing you can actualLy do
to hurt me bad enough
to make mE leave you alone
and, man, if you wanna run
let's run
let's jump rainbows like butterflies
and if that is too gay, nevermind
i'm fine aS long as i have you by my side.

i ask myself
do you need me as much as i need you?
i have so many stories to tell
my children one day will hear our stories
and everything will come back like a caleidoscope of memories.

dragons and wolves are nothing compared to the feeling
that makes you believe in such a daydream
no bounderies on reality
and still
i know that's what people usually say
but i meant it when i said forever and always.

distance is a bitch, but they say the same about destiny
and why would they say that, if it brought you right to me?
you came into my life and changed everything that metters
for the first time, reality actually looked better.

stop arguing when i say
cause i'm sure about that in every way
"nothing you confess
can make me love you less"
i will always be there to tell you you're being a jerk
i mean, now you have a little sister, and that's one of the perks.

i realized something stupid
but guilty, still
i realized i'm good at everything
except at what metters for real
realized i'm good at daydreams
and everything that is about me
when i have altruism moments
it usually have to do with you, indeed
i may not be good with words, but i can keep a promise
and i mean it everytime i say forever and always.

sábado, 30 de março de 2013

Adolescentes Selvagens; Capítulo 23: David


A lua e as estrelas tomaram o firmamento bem rapidamente depois do jantar. Eu sabia que não deveria comer muito daquela comida pesada, sendo um desafio de resistência, mas estava realmente faminto. Bem, eu tinha 1,60m de altura, então meu estômago não era muito grande. Altura influencia no tamanho do seu estômago? Não faço ideia. Nunca vi meu estômago, mas imagino que ele seja pequeno.
Brianna estava sentada em um dos troncos, olhando para as estrelas que não brilhavam tanto quanto os olhos verdes dela. Relutante, me aproximei. Ela abriu um grande sorriso ao me ver, o que me deu confiança para sentar ao seu lado. Percebi que ela estava comendo um sanduíche de queijo escondida.
- Onde arranjou esse sanduíche? - Perguntei curioso.
Ela apenas deu de ombros e mordeu o lábio. Resolvi não insistir.
- O céu é tão bonito aqui - Brianna sorriu. - Mais bonito do que é na cidade, mesmo que seja tão próximo.
- Onde você mora?
- Aqui na California.
- Perto de Los Angeles?
- No sul da California.
- Isso é perto daqui, não é?
Ela não respondeu.
- Onde você mora? - Perguntou casualmente.
- Seattle.
- É uma cidade legal.
- Eu gosto de Washington. Minha irmã já tentou invadir a Casa Branca uma vez, fora do horário de visitas. Não deu muito certo.
Ela sorriu.
- Não sabia que você tem uma irmã.
- Tenho - Corei um pouco. - Ela tem 14 anos. Também tenho três irmãos mais velhos. Eles são todos altos e fortes. Um deles entrou para o time de basquete da faculdade. Não sei o que houve comigo. Talvez eu seja adotado.
O comentário pareceu dispersá-la.
- Você não é tão baixo - Foi tudo o que ela disse.
- Agora vire e diga que eu não tenho sardas também, para a mentira ficar completa.
- Sardas são fofas, seu bobo.
- São fofas nos outros, não em si mesmo.
- Ninguém vai deixar de gostar de você por causa da sua altura.
- Diga isso às últimas treze garotas que me deram o fora dizendo "Cresça mais uns dez centímetros e a gente conversa".
- Bem, elas eram muito estúpidas, porque perderam a chance de sair com um cara que agora está na TV.
- Eu deveria mandar um dedo do meio para elas, ou...
- Não, isso seria rude.
Ela era tão fofa que chegava a dar nos nervos.
- Acho que está certa.
A garota ficou em silêncio por um momento.
- David.
- O que foi?
- Eu...
- Brianna, sua linda, vem aqui! Tipo, agora - Luke apareceu do nada, respirando com dificuldade, como se estivesse fugindo.
Ela bufou.
- Não está falando sério, está?
- Não, só queria te dizer que o chá de bonecas vai começar, mas não precisa se apressar e... É CLARO QUE ESTOU FALANDO SÉRIO, POXA!
Brianna me lançou um sorriso fraco.
- Eu já volto, David. Ok?
"Não, eu não vou te deixar ir com esse delinquente egocêntrico com um piercing para cada vez que perdeu um neurônio", pensei comigo mesmo. Mas é claro que não disse isso. Não queria apanhar. Não queria apanhar em rede nacional, e muito menos na frente de Brianna.
- Ok.
E então apenas a observei se afastar com Luke. Josh e Sam passaram por mim, parecendo estar no meio de um interrogatório. Eu tinha que aprender a falar a verdade para uma garota, e começaria ali mesmo.
- Ei, Sam! - Chamei, tentando encontrar a confiança que eu não possuía.
Ela pareceu bem surpresa com o chamamento. Me fitou por alguns momentos antes de se aproximar. Josh parecia não ter certeza de que deveria se aproximar, mas a garota o agarrou pelo braço e decidiu isso por ele.
- Brianna me contou sobre o que você fez - Comecei, escolhendo as palavras com cuidado.
A face dela ficou mais pálida do que o normal de repente.
- Mas como Brianna...? - Ela piscou, confusa. - Espere, a que você está se referindo?
- Me refiro ao incidente do urso no primeiro desafio - Respondi, ficando confuso também. - Obrigado. Foi muito corajoso.
- Não... Não foi nada, eu...
- A que você achava que eu me referia?
- N... Nada... - Decidiu, ainda um pouco instável. - É, agradeço o seu... Agradecimento. Tenho que ir. Tchauzinho!
E então Sam apenas puxou Josh para longe com ela.

sexta-feira, 29 de março de 2013

Como se define uma pessoa ruim?


Oi, gente...
Então, têm acontecido umas coisas bem... hm, messed up. Dito isso, eu queria deixar aqui uma pequena mensagem que vem me perseguindo desde que presenciei algumas coisas que eu preferia não ter presenciado.

Tem esse cara. Ele é namorado de uma das minhas melhores amigas, e ele vem fazendo um monte de bosta ultimamente, o que é estranho, porque ele parecia ser um cara bem legal. E o pior é que ele nega tudo, e ainda age com a minha amiga — que se mudou para o interior — como se estivesse tudo numa boa.
Ele diz que a ama. Não, ele não a ama, porque você não machuca propositalmente as pessoas que você ama. Talvez ela fizesse bem para o ego dele, talvez ele apenas não quisesse participar de toda a repercussão que aconteceria se ela descobrisse a verdade. Na verdade, eu não acho que ele tenha tido a intenção de machucá-la. Acho que é muito pior do que isso; ele simplesmente não dava a mínima.
Mentir afasta as pessoas que você gosta. A verdade pode machucá-las também, mas é algo com o que elas podem lidar, porque é certo e real. Devaneios são perigosos, mas é ainda mais perigoso acabar com eles. É como se o devaneio fosse uma bolha de sabão que nos envolve e nos faz voar muito alto, e quando estamos quase tocando uma nuvem, alguém estoura a bolha, nos fazendo cair de cara no chão.
Talvez a garota não veja agora o que está acontecendo, porque tenho certeza de que ele jogou areia nos olhos dela quando estourou sua bolha. É estranho como as pessoas mais cruéis são as que conseguem nos afetar mais. Acho que quanto melhor você é como pessoa, mais chamará a atenção de caras maus, e mais será difícil de lidar com eles, pois você tende a sempre acreditar no melhor das pessoas.
É claro que pessoas ruins atraem pessoas ruins também. Afinal, como define-se uma "pessoa ruim"? É relativo, claro. Mas qual é o parâmetro? Ruim se comparado a quem? Se comparados a Jesus, somos todos pessoas ruins. Somos mentirosos, egoístas, pecadores.
Mas, normalmente, usamos como parâmetro nós mesmos. Uma pessoa é considerada ruim por você se ela faz coisas que você não faz. Se você mente com frequência, não julga tão severamente alguém quando essa pessoa conta uma mentira. Mas se você procura sempre dizer a verdade, abominará essa pessoa.
A pessoa fez exatamente a mesma coisa. Julgar cabe à sociedade; sempre foi o que ela fez de melhor.
Então talvez esse garoto não seja uma pessoa horrível. Mas uma coisa eu sei: ele não a amava. Talvez ela o fizesse se sentir um pouco melhor sobre sua vida miserável, mas ele não a amava. Porque você não destrói as pessoas que você ama.

quarta-feira, 27 de março de 2013

Dark Bright Eyes


couldn't see behind
those dArk bright eyes
don't telL me it's my fault
don't tell me, cause i can see it noW.

still Autumn but suddenlY So cold
buT not as cold as the Heart
Of the one yoU say you love
it's not that fun to be in the danGer zone.

chorus:
i see His eyes
no feelings
a liTtle lie
would you believe
if i Told you wHat he became
now that you're far away
dark brIght eyeS
clouding up your mind.

stop them before it gets serious
come fast to this toWn and take back yOUr crown
going back to normaL now feels like a miracle
i can't survive in the ruins since it all broke Down.

can't ask you to give up without any proof
it's not even over, But thE broken is you
you don't even know, and thAt makes me pity
i know He hAs that look that reminds you of a kitty
you are being betrayed, don't believe in the Pretty smile
we all have been fooled by the dark bright eyes.

chorus:
i see his eyes
no feelings
a little lie
would you believe
if i told you what he became
now that you're far away
dark bright eyes
clouding uP your mind.

now i see behind
the dark bright eYes
and i hope you See it toO
or the brokeNhearted Girl will be you.

Our Song


I was brushing my hair
You were right there
Next to me like you always did
I was living my dream, "is this reality?"
I thought when you appeared.

Your eyes were shining, I was trying to don't fall for you that soon
But I'm so unsure, left on an empty road
Cause I can't see that light anymore
And if I tried to write our song...

chorus:
Our song is the way I scream
Cause nothing ever happens like my dreams
Our song is the way you look at her
And you don't know, but it actually hurts
Now I write a song, trying to get through
And everything shows up, except the truth.

You don't know what to say
And I'm starting to think it's probably better off this way
I don't think it's ever crossed your mind
But I can't risk another goodbye
So go there and tell her you're in love
That's ok, I'll be writing our song...

~chorus~

If I was silly, nevermind
It all looks like a tragedy now
The book with our story should just be left behind
We should give up before it all falls down...

Maybe I'm being a little dramatic
Finding it all so tragic
Dealing with every problem like it's the end of the world
But there are actually some things you don't know.

Our song could be the way you look at me
How I search actors that look like you on TV
Our song could be like any other love song
If you just let it happen, you'd know
So I get home, the feeling sinking in...
Our song would look a little bit like this.

sábado, 23 de março de 2013

Adolescentes Selvagens; Capítulo 22: Brianna


Eu ainda estava tentando absorver o que acontecera. Achava que Luke não havia desarmado a bomba corretamente, mas Maddie disse que foi a bomba dos Quatis que explodiu.
Como eles poderiam ter conseguido trocar as bombas em um espaço de tempo tão curto? E sem ninguém perceber?
Nenhum de nós conseguiu tirar aquele cheiro de lixo totalmente, mas dava para o gasto. Maddie reclamou tanto sobre o fedor que Luke se revoltou e jogou um pedaço de maçã podre da bomba na cara dela.
Secretamente, fiquei feliz por ele ter feito isso.
Depois dos quinze minutos que o capitão nos concedera, ambas as equipes se encontraram na beira do lago. Dois troncos de madeira cortados (mas mesmo assim possuíam no mínimo cinco metros de altura) haviam sido fincados no meio da água. Pareciam firmes, apesar de que fosse tecnicamente impossível que estivessem completamente estáveis.
- Uma das coisas que aprendemos na guerra - Começou o capitão Shelton, cruzando os braços. - É o equilíbrio. Ele pode ser muito útil em diversas situações. Por isso, cada equipe deve escolher alguém para se equilibrar no tronco. E também devem escolher um atirador - Ele nos mostrou duas armas de paintball.
- EU ATIRO! - Berrou Barbie.
- A TIFFANY VAI NO TRONCO! - Completou Sam.
- Você não pode me obrigar! - Protestou Tiffany.
- Soldado Preston, você foi escalada. Ou aceita o desafio, ou sei de um tratamento especial para sua pele à base de águas vivas que você vai adorar - O capitão deu um sorriso presunçoso.
Ela mordeu o lábio ao perceber que ele estava falando sério. E então apenas deu seu jeito e subiu no tronco. Shelton deu a arma à Barbie.
- Eu atiro - Decidiu Luke.
- Eu posso ir no tronco - Ofereci, incerta. - Caso ninguém mais queira...
- Tenho treinamento profissional em ballet clássico - Vangloriou-se Maddison. - Meu equilíbrio é 99% perfeito. Seria mais lógico que EU fosse.
- Certo, claro. Pode ir.
Maddie subiu em seu tronco. Ela ficou parada na primeira posição do ballet, Deus sabe por quê.
- E... ATIREM! - Berrou o capitão.
Uma bomba de tinta azul acertou a testa de Tiffany.
- Atirar na outra equipe, soldado O' Connor - Ele ergueu uma sobrancelha para Barbie, que já se preparava para o segundo tiro.
A animação da garota diminuiu consideravelmente.
- É mesmo?! Ah, nem quero mais. Josh, atira aí.
- Mas eu não sei como at...
- É só mirar e puxar o gatilho.
Luke acertou Tiffany umas vinte vezes, mas, por algum motivo, a garota simplesmente não caía do tronco. Me perguntei se o mesmo poderia ser dito de Maddie. Ninguém podia afirmar, já que Josh não acertara um tiro sequer.
- Joshua, você tem que acertar Maddison, e não o tronco - Sam ergueu uma sobrancelha.
- Estou tentando, caramba. Acha que é fácil?
- Na verdade, acho, sim.
- Quer tentar, então?
- Não quero te humilhar.
- É mesmo? Porque eu adoraria vê-la tentar.
- Se insiste... Me dê essa joça.
Sam tomou a arma das mãos de Josh e mirou. Ela fechou o olho esquerdo e passou algum tempo mirando.
- Quando estiver pronta, serial killer - Zombou o garoto.
Sem dizer uma palavra sequer, Sam puxou o gatilho. A esfera de tinta azul voou para fora da arma, por um momento até parecendo um daqueles replays em câmera lenta... Até que acertou em cheio a testa de Maddie, cuja cambaleou para trás e, consequentemente, acabou caindo no lago.
Samantha assoprou a ponta da arma, satisfeita, e tornou a devolvê-la para Josh, que não se deu ao trabalho de dizer nada que aumentasse sua dignidade - ou que a diminuísse.
- E OS QUATIS SÃO OS VENCEDORES DESSA PROVA! - Anunciou o capitão Shelton.
A equipe deles comemorou por um momento, antes que o capitão apitasse e todos tivessem que parar de fazer o que fosse que estivessem fazendo, incluindo respirar.
Maddie e Luke foram os únicos que não perceberam o silêncio repentino.
- Por que está com esse sorriso no rosto? - Acusou a garota, desconfiada.
- Eu só estava pensando no quanto sou grato por ter uma garota com treinamento profissional em ballet clássico na minha equipe. É realmente muito útil.
- Tão útil quanto você, suponho. Ao menos o treinamento de ballet não tem boca.
- Ah, mas você lá no fundo adora o fato de eu tenho uma boca. Se eu não tivesse, você não poderia fantasiar como seria me beij...
- Dá para vocês dois calarem essas malditas bocas antes que eu as retire gentilmente com uma faca de manteiga? - Gritou Sam por cima deles, cerrando os dentes.
- Está com ciúmes, é, Price? - Luke sorriu de forma maliciosa.
- Continue sonhando, Seaton - Ela revirou os olhos. - Talvez sonhar seja algo que você consiga fazer sem que eu tenha que ouvir a sua voz.
- Ela se acha TÃO durona... - Maddie resmungou ao meu lado. Sam não a ouviu. Eu duvidava que Maddison diria algo assim se houvesse a remota chance de a punk ouvi-la.
- Acha que eles vão se casar um dia? - David sussurrou para mim, apontando discretamente para Maddie e Luke.
- Claro. A não ser que se matem antes.
Era uma suposição bem provável.
- ESCUTEM AQUI, MOCINHAS! - Berrou o capitão Shelton. - OU VOCÊS CALAM A BOCA AGORA, OU...
- Ou o quê? - Luke ergueu uma sobrancelha.
- EU LHE DEI PERMISSÃO PARA FALAR, SOLDADO?
- Não - Luke sorriu. - Mas se tivesse dado, eu provavelmente diria que o senhor não precisa gritar para que nós te escutemos... Ou para que o Tibé te escute, no caso. Seja lá onde isso fica.
- Fica na Ásia - Disse Maddie.
- Claro. Enfim. Então, se puder abaixar o tom de voz, eu agradeceria.
- QUER QUE EU FAÇA O QUÊ?! - O capitão se aproximou, irritado.
- QUE FALE MAIS BAIXO!
- O QUE DISSE, MOLEQUE?!
- CALE A BOCA, SENHOR!
Silêncio mortal. Eu sabia que Luke era desprovido de qualquer tipo de sanidade mental, mas mesmo assim...
- Dez flexões - Ordenou o capitão Shelton. - Rápido, molenga.
- Eu estava esperando você pedir - Luke sorriu.
- Então que tal vinte?
- Eu dou trinta.
- Faça logo, imbecil - Sam revirou os olhos.
Luke deu de ombros e tirou sua camisa, deixando à mostra seu peito nu. Ele jogou a camiseta em Sam, que o xingou e jogou a peça de roupa no lago.
Falando de uma forma que não me faça parecer uma fangirl viciada em tanquinhos, Luke estava em uma ótima forma. Tipo... É, ótima.
Eu tinha certeza de que a audiência feminina do programa estava bem feliz por Sam ter jogado a camisa no lago.
Luke tirou o cabelo do rosto e se abaixou, fazendo as flexões ordenadas sem parecer estar se esforçando muito.
- Vinte e nove... Trinta... - Ele contava calmamente. - Trinta e um... E pronto. - E então se levantou.
- Eram só trinta, soldado Seaton.
- É que a última foi dedicada à soldado Price, por ter segurado minha camisa com tanta dedicação durante exatos dois segundos.
Tivemos outras três provas depois daquela. Escalamos uma árvore, fizemos uma competição de natação e atravessamos uma ponte enquanto jogavam patinhos de borracha em nossas cabeças. Eu diria que ser oito da noite, ou algo próximo disso, quando sentamos novamente em volta da fogueira. Havia um banquete exatamente igual ao do almoço nos esperando. Ou seja, eu não comeria nada novamente.
Sentei-me no chão, encostada em um dos tocos de árvore.
- Você não vai comer? - Perguntou-me Sam, cuja também não tinha um prato nas mãos. - Ah, surfistas são todos vegetarianos, sendo tipo uma versão moderna dos hippies?
Ela falava esse tipo de coisa como se esperasse a mesma reação de um "bom dia".
- Surfistas não são todos vegetarianos - Corrigi. - Mas eu sou. Punks são todos vegetarianos, sendo uma versão moderna do Drácula com abstinência de sangue tipo A+?
Percebi o que havia falado tarde demais. Esperava que ela retrucasse, mas, ao invés disso, ela apenas sorriu.
- Punks não são todos vegetarianos - Corrigiu ela, sentando-se ao meu lado. - Mas eu sou.
- Por favor, me diga que você vai começar uma revolução contra o carnivorismo desse programa.
Ela riu um pouco.
- Você não trouxe comida?
- Não era permitido que trouxéssemos.
- E isso te impediu? - Ela ergueu uma sobrancelha. Eu não disse nada, mas minha expressão provavelmente me entregara. - Você come queijo?
Fiz que sim com a cabeça. Ela se aproximou mais de mim e falou a frase seguinte abaixando o tom de voz:
- Dentro do meu baú, ao lado da minha cama, tem alguns sanduíches de queijo. Pode pegar um se estiver com fome.
Relutei um pouco, confusa.
- Por que está sendo legal?
- Por que a surpresa? As pessoas geralmente não são legais com você, ou você apenas acha que sanduíches de queijo são coisas sagradas e pessoais? Enfim, se estiver morrendo de fome, a combinação do baú é 0302.
Todos os meus pensamentos indignos que imaginavam a possibilidade de ela ter trocado de corpo com o David foram aniquilados com a frase seguinte:
- Ah, e mais uma coisa - Ela me fuzilou enquanto se levantava, como se quisesse ter certeza de que eu estava prestando atenção. - Se mexer em alguma coisa, qualquer coisa, naquele baú que não seja os sanduíches... Se olhar para alguma coisa naquele baú que não seja os sanduíches... A coisa vai ficar muito feia.
Ok, isso se parecia bem mais com a Sam. Curiosamente, essa ameaça me confortou ao invés de me amedrontar.
- Ei, Sam - Chamei-a quando ela começou a se afastar. - Se você quiser ficar e bater papo, sabe... Comigo...
- Não precisa - Decidiu ela no mesmo momento, ligeiramente surpresa. - Eu vou... Eu tenho que...
- Ter uma conversa séria comigo - Josh apareceu atrás dela, segurando os dois pulsos da garota. Ele conseguiu fazer isso usando apenas uma mão, já que sua mão era bem grande e forte, e os pulsos de Sam eram bem finos. Não era um gesto afetuoso. Nem ao menos gentil, na verdade. Ele parecia estar apenas se certificando de que ela não fugiria.
- Não era isso o que eu ia dizer - Ela olhou para cima, encarando-o com seus olhos cinzentos.
- Me empresta a Sam por um minuto, Bree? - Ele sorriu para mim de forma gentil.
- Ela é toda sua - Sorri de volta, feliz com a gentileza. Sorrisos gentis não eram algo que eu havia recebido muito desde que chegara ao acampamento.
Josh era, na realidade, muito simpático, o que não era comum em garotos atraentes e populares. Peeta Mellark é uma exceção, o que também não conta muito, porque ele é um personagem fictício (infelizmente).
Eu não tinha uma queda pelo Josh. Era mais como uma pequena admiração, como o que você sente por algum famoso que com certeza nunca irá se apaixonar por você, e pelo qual você não se apaixonará, também, se tiver o mínimo de saúde mental. Mas, afinal, eu desconfiava que todas ali tinham uma quedinha pelo Josh. A única pessoa que eu achava que não piraria se Josh a envolvesse era a que estava sendo envolvida por ele naquele momento. O mundo é tão injusto.
A expressão no rosto de Sam parecia quase entediada enquanto resmungava para que o garoto soltasse seus pulsos.

sexta-feira, 22 de março de 2013

Sorry


An awkward Thursday that began well
A little mess that started to swell
Watching alone the things he's done
Wondering when it became so rough.

I wonder how can I know so many things
Without knowing anything at all
Look at me and tell me you believe
So much has happened since last fall.

~Chorus:
I look at him and I see you
That sad look I couldn't face
I know how much he's put you through
Never thought I would see you in that devastated place
I lost it when I saw his moment of glory
Maybe right now I should just say I'm sorry.

Now you're gone and things got mad
Maybe I should say, your boyfriend is a rat
Not the ugly and big kind
But the little beautiful one with a nice smile
The kind that breaks your heart and lets it rot
The kind that lies, runs, and never gets caught.

I see it now and I feel like a fool
Wondering how you might be feeling makes me feel worse
I just wanna scream and shout around the room
Every time he kissed you feels like poison.

~Chorus:
I look at him and I see you
That sad look I couldn't face
I know how much he's put you through
Never thought I would see you in that devastated place
I lost it when I saw his moment of glory
Maybe right now I should just say I'm sorry.

One more time, he'll deny everything
I should've known he wasn't the one
You're too important for me to let go
Maybe you'll forgive me when the truth comes up.

I screwed up and for that I apologize
Cause I know when to say I was wrong
Please, don't fall into that sad dark eyes
He has fooled you since a long time ago.

~Chorus:
I look at him and I see you
That sad look I couldn't face
I know how much he's put you through
Never thought I would see you in that devastated place
I lost it when I saw his moment of glory
Maybe right now I should just say I'm sorry.

Liar pathetic cheater
Worthy of pity
I'll get it if you decide I'm not telling the truth
I wouldn't believe if I was you
But you didn't see his moment of glory
Right in the time he should've said I'm sorry.

segunda-feira, 18 de março de 2013

Adolescentes Selvagens; Capítulo 21: Sam


Eu não gosto de usar as pessoas. Quero deixar isso claro. Mas Luke não era exatamente uma pessoa, e eu não estava exatamente...
Certo, ok. Meu plano era quase maquiavélico. Eu admito. Parem de me julgar. Mas aquele era meu plano C, então a culpa é toda do universo que não deixou os dois planos originais funcionarem.
O plano A era observar Luke desarmando a bomba e repetir o feito na bomba dos quatis. Não deu certo porque David me achou, e consequentemente eu perdi uma parte do que Luke estava fazendo para desarmar.
O plano B era pedir para Luke me ensinar sobre a bomba, o que provavelmente acabaria com ele pedindo algo em troca. Provavelmente o meu sutiã (eu roubaria um sutiã de Tiffany, diria que era meu e deixaria ele ser um pervertido feliz). Mas Maddie estava na cola dele, e ela nunca permitiria.
Eu podia tentar enganar Luke, mas sabia que nunca teria Maddison na palma de minha mão. Então, plano C. O mais cruel e complicado.
Voltei para a base como disse a David que faria. Apesar de todas as perguntas sobre minhas conquistas no campo inimigo, não falei com nenhuma das garotas. Fui direto até Josh e o puxei de canto.
- Se vai me bater, seja rápida - Pediu ele. - Ainda temos uma bomba para desarmar.
- Não vou te bater, idiota - Revirei os olhos.
- Você falou com Luke?
- Não. Maddie está na cola dele. Está na hora do plano C.
- Plano C?
- ...Mas vou precisar de sua ajuda - Abri um sorriso fraco.
- Do que precisa?
- Joshua - Encarei-o, séria. - Isso não vai ser nada bonito. Mas vai ser divertido. Muito divertido.
- Você me ganhou no primeiro "divertido" - Ele sorriu. - Por que não podemos contar para os outros?
Torci o nariz.
- Se eles souberem, podem tentar interferir, ou ficar olhando muito para a base inimiga.
A verdade é que eu não queria Tiffany me chamando de cretina. Não porque me importasse, mas porque... Já que eu podia evitar a coisa toda, por que não?
- Afinal, o que eu tenho que fazer?
Contei o plano rapidamente. Eu distrairia Luke, enquanto Josh pegava a bomba desarmada dos guaxinins e a trocava pela nossa bomba armada. Tínhamos exatamente um minuto e meio.
- E como você vai distraí-lo?
Ergui uma sobrancelha, séria. Um surto de entendimento passou rapidamente por seus olhos.
- Ahhh... Assim... Ele não vai cair nessa.
Cheguei mais perto de Josh, exatamente como ele fizera comigo mais cedo. Perto o bastante para que eu sentisse seu hálito de menta.
- O caso é que eu posso ser muito boa, se quiser. Quer apostar?
Ele abriu um sorriso presunçoso. Eu podia entender o divertimento dele. Afinal, até mesmo eu pagaria para ver a cena de eu seduzindo Luke.
E eu estava prestes a descobrir se era tão divertido participar da cena quanto assistir, já que esse era o plano C.
Eu e Josh carregamos nossa lata de lixo bomba até a base inimiga e a escondemos. Josh ficaria escondido com a bomba enquanto eu tirava Luke de cena. Quando ele tivesse trocado as bombas, me daria um sinal.
- Eu te desejaria boa sorte - Ele me encarou. - Mas acho que você não precisa disso.
- Mas você, sim - Sorri. - Boa sorte.
Ele ficou me encarando por um longo momento. Parecia tentar decidir se sentia pena de mim ou simplesmente ria. Olhei para a situação dos guaxinins.
Maddie continuava ao lado de Luke, mas parecia meio dispersa. Finalmente, ele declarou:
- Consegui! Desarmei!
Todos comemoraram. Por um momento rezei para que todos se dispersassem, inclusive Luke, mas não foi o que aconteceu. Ou quase. Todos, até mesmo Maddie, haviam começado a comemoração, exceto o filho da mãe do Luke que estava em pé ao lado da bomba morta, observando seu trabalho. Me agachei e fui andando pelos arbustos até me aproximar dele. Agarrei a  parte de trás de sua camisa e o puxei para perto de mim. Ninguém podia nos ver de onde estávamos.
Ah, sim, e então você me pergunta: "Nossa, Sam, por que você não simplesmente tentou perguntar a ele como desarmar a bomba, já que Maddie não estava lá?".
Bem, meu querido, estávamos quase sem tempo, e roubar uma bomba é bem mais rápido do que desarmar uma.
- Oi - Sorri levemente.
Luke arregalou os olhos, tentando acreditar no que via. Quando finalmente se lembrou de como falar, disse:
- O que... O que está fazendo aqui?
Ri um pouco.
- Você sabe o que estou fazendo aqui.
- Você conseguiu desarm...?
Tampei sua boca suavamente com meu dedo indicador e meu dedo médio.
- Você não quer falar sobre bombas agora, quer?
Ele abriu um sorriso malicioso.
- Eu sabia que você estava na minha.
Abaixei a cabeça, fingindo corar.
- Bem... Eu tentei negar, sabe? Para mim mesma acima de todos. Mas eu simplesmente... Não consigo mais resistir.
- Não te culpo. É muito difícil resistir a mim.
Coloquei os braços em volta de seu pescoço, tentando secretamente localizar Josh em algum lugar atrás de Luke.
- Definitivamente. Sabe, ninguém pode nos ver daqui. Podemos fazer o que quisermos.
- Qualquer coisa? - Ele tentou colocar a mão na minha bunda.
- Qualquer coisa - Sorri, tirando a mão dele de lá e a entrelaçando na minha. - Mas será o nosso pequeno segredinho.
- Por quê?
Ignorei a pergunta.
- Você sabe lidar com segredinhos, não sabe, Luke? - Sussurrei em seu ouvido.
- Posso aprender - Ele me lançou um olhar pervertido.
- Que bom. Porque eu SEMPRE consigo o que quero.
Foi quando avistei Joshua. Devo dizer, nunca ficara tão feliz em ver aquele imbecil.
- Seu coração está acelerado - Luke notou.
Só para ficar registrado aqui, e como registrei no confessionário depois, aquela aceleração não teve NADA a ver com Josh. O fato era que qualquer coisa aceleraria meu coração naquele momento. Não era exatamente um momento glorioso.
Porque, de novo, eu não suportava Josh. Cresçam, vocês.
- Gato, vamos fazer o seguinte - Sorri, dando meu máximo para não simplesmente dar o fora dali. - Eu te encontro ali na campina, em frente à bomba dos guaxinins. Quero que todos vejam o que realmente está em meu coração.
- Certo...
Tentei me soltar dele, mas ele não me largou.
- Eu não ganho um beijo de despedida? - Ele fez biquinho.
Cáspita. Droga. Shit. Pharmacum. Narkotik.
Sorri.
- Depois. Agora, eu preciso ir.
E então apenas dei o fora dali. Andei os primeiros metros calmamente, mas depois apenas saí correndo a 200km/h. Até que o peitoral de Josh me impediu de continuar.
- Ok, eu sabia que estava assustador lá - Josh ergueu uma sobrancelha. - Mas não a ponto de você querer um abraço meu.
Me soltei dele, ofendida. Eu não fizera nada daquilo por querer. Na real, não fazia ideia do que estava fazendo. Ainda estava muito desesperada.
Talvez... Desesperada o bastante para achar o abraço de Josh confortável? Ok, talvez não tanto assim.
- Eu só te atropelei - Corrigi. - Tecnicamente, você me abraçou.
Ele apenas me encarou, sério. Aquele não era o momento para decidir quem tinha abraçado quem.
- A bomba explode em dez segundos. Temos que dar o fora.
- Ótimo! Correr mais!
Mesmo assim, desembestei nos encalços de Josh. Chegamos à nossa base.
E então apenas olhamos um para o outro por um grande momento. Abrimos dois grandes sorrisos e rimos. E rimos. E passamos os segundos restantes rindo. Até que a bomba dos guaxinins explodiu.
Ele ergueu a mão e eu bati com a palma de minha mão na dele. E então apenas rimos mais.
Caminhamos até a base inimiga. TUDO estava coberto de lixo. Literalmente, tudo. O fedor atingiu minhas narinas e eu as tampei.
Passei por trás de Luke.
- Sabe, foi como eu disse - Abri um sorriso malicioso. - Eu SEMPRE consigo o que quero.
Ele olhou para trás e me olhou por um momento, até que entendeu. Eu achava mesmo que ele ficaria bravo. Esperava que ficasse. Mas, ao invés disso, ele apenas sorriu como se aprovasse.
- Eu te julguei mal - Decidiu ele. - Você não está nem perto de ser uma principiante.
Por mais que tentasse, não consegui encarar aquilo como um elogio.
- Certo... Bem, você está fedendo. Se não se importa, vou dar o fora daqui.
- E A VITÓRIA É DOS QUATIS! - Berrou o capitão Shelton.
- Mas... Foi a bomba deles que explodiu! - Maddie protestou.
- Você pode provar isso? - Ele ergueu uma sobrancelha. - Porque, pelo o que me parece, é a sua equipe que está na pior.
Barbie me puxou de canto.
- Eu não sei como vocês fizeram isso - Ela sorriu. - Mas é isso aí, garota!
- TODOS OS FEDIDOS, QUINZE MINUTOS NO LAGO. AGORA!

Adolescentes Selvagens; Capítulo 21: Sam


Eu não gosto de usar as pessoas. Quero deixar isso claro. Mas Luke não era exatamente uma pessoa, e eu não estava exatamente...
Certo, ok. Meu plano era quase maquiavélico. Eu admito. Parem de me julgar. Mas aquele era meu plano C, então a culpa é toda do universo que não deixou os dois planos originais funcionarem.
O plano A era observar Luke desarmando a bomba e repetir o feito na bomba dos quatis. Não deu certo porque David me achou, e consequentemente eu perdi uma parte do que Luke estava fazendo para desarmar.
O plano B era pedir para Luke me ensinar sobre a bomba, o que provavelmente acabaria com ele pedindo algo em troca. Provavelmente o meu sutiã (eu roubaria um sutiã de Tiffany, diria que era meu e deixaria ele ser um pervertido feliz). Mas Maddie estava na cola dele, e ela nunca permitiria.
Eu podia tentar enganar Luke, mas sabia que nunca teria Maddison na palma de minha mão. Então, plano C. O mais cruel e complicado.
Voltei para a base como disse a David que faria. Apesar de todas as perguntas sobre minhas conquistas no campo inimigo, não falei com nenhuma das garotas. Fui direto até Josh e o puxei de canto.
- Se vai me bater, seja rápida - Pediu ele. - Ainda temos uma bomba para desarmar.
- Não vou te bater, idiota - Revirei os olhos.
- Você falou com Luke?
- Não. Maddie está na cola dele. Está na hora do plano C.
- Plano C?
- ...Mas vou precisar de sua ajuda - Abri um sorriso fraco.
- Do que precisa?
- Joshua - Encarei-o, séria. - Isso não vai ser nada bonito. Mas vai ser divertido. Muito divertido.
- Você me ganhou no primeiro "divertido" - Ele sorriu. - Por que não podemos contar para os outros?
Torci o nariz.
- Se eles souberem, podem tentar interferir, ou ficar olhando muito para a base inimiga.
A verdade é que eu não queria Tiffany me chamando de cretina. Não porque me importasse, mas porque... Já que eu podia evitar a coisa toda, por que não?
- Afinal, o que eu tenho que fazer?
Contei o plano rapidamente. Eu distrairia Luke, enquanto Josh pegava a bomba desarmada dos guaxinins e a trocava pela nossa bomba armada. Tínhamos exatamente um minuto e meio.
- E como você vai distraí-lo?
Ergui uma sobrancelha, séria. Um surto de entendimento passou rapidamente por seus olhos.
- Ahhh... Assim... Ele não vai cair nessa.
Cheguei mais perto de Josh, exatamente como ele fizera comigo mais cedo. Perto o bastante para que eu sentisse seu hálito de menta.
- O caso é que eu posso ser muito boa, se quiser. Quer apostar?
Ele abriu um sorriso presunçoso. Eu podia entender o divertimento dele. Afinal, até mesmo eu pagaria para ver a cena de eu seduzindo Luke.
E eu estava prestes a descobrir se era tão divertido participar da cena quanto assistir, já que esse era o plano C.
Eu e Josh carregamos nossa lata de lixo bomba até a base inimiga e a escondemos. Josh ficaria escondido com a bomba enquanto eu tirava Luke de cena. Quando ele tivesse trocado as bombas, me daria um sinal.
- Eu te desejaria boa sorte - Ele me encarou. - Mas acho que você não precisa disso.
- Mas você, sim - Sorri. - Boa sorte.
Ele ficou me encarando por um longo momento. Parecia tentar decidir se sentia pena de mim ou simplesmente ria. Olhei para a situação dos guaxinins.
Maddie continuava ao lado de Luke, mas parecia meio dispersa. Finalmente, ele declarou:
- Consegui! Desarmei!
Todos comemoraram. Por um momento rezei para que todos se dispersassem, inclusive Luke, mas não foi o que aconteceu. Ou quase. Todos, até mesmo Maddie, haviam começado a comemoração, exceto o filho da mãe do Luke que estava em pé ao lado da bomba morta, observando seu trabalho. Me agachei e fui andando pelos arbustos até me aproximar dele. Agarrei a  parte de trás de sua camisa e o puxei para perto de mim. Ninguém podia nos ver de onde estávamos.
Ah, sim, e então você me pergunta: "Nossa, Sam, por que você não simplesmente tentou perguntar a ele como desarmar a bomba, já que Maddie não estava lá?".
Bem, meu querido, estávamos quase sem tempo, e roubar uma bomba é bem mais rápido do que desarmar uma.
- Oi - Sorri levemente.
Luke arregalou os olhos, tentando acreditar no que via. Quando finalmente se lembrou de como falar, disse:
- O que... O que está fazendo aqui?
Ri um pouco.
- Você sabe o que estou fazendo aqui.
- Você conseguiu desarm...?
Tampei sua boca suavamente com meu dedo indicador e meu dedo médio.
- Você não quer falar sobre bombas agora, quer?
Ele abriu um sorriso malicioso.
- Eu sabia que você estava na minha.
Abaixei a cabeça, fingindo corar.
- Bem... Eu tentei negar, sabe? Para mim mesma acima de todos. Mas eu simplesmente... Não consigo mais resistir.
- Não te culpo. É muito difícil resistir a mim.
Coloquei os braços em volta de seu pescoço, tentando secretamente localizar Josh em algum lugar atrás de Luke.
- Definitivamente. Sabe, ninguém pode nos ver daqui. Podemos fazer o que quisermos.
- Qualquer coisa? - Ele tentou colocar a mão na minha bunda.
- Qualquer coisa - Sorri, tirando a mão dele de lá e a entrelaçando na minha. - Mas será o nosso pequeno segredinho.
- Por quê?
Ignorei a pergunta.
- Você sabe lidar com segredinhos, não sabe, Luke? - Sussurrei em seu ouvido.
- Posso aprender - Ele me lançou um olhar pervertido.
- Que bom. Porque eu SEMPRE consigo o que quero.
Foi quando avistei Joshua. Devo dizer, nunca ficara tão feliz em ver aquele imbecil.
- Seu coração está acelerado - Luke notou.
Só para ficar registrado aqui, e como registrei no confessionário depois, aquela aceleração não teve NADA a ver com Josh. O fato era que qualquer coisa aceleraria meu coração naquele momento. Não era exatamente um momento glorioso.
Porque, de novo, eu não suportava Josh. Cresçam, vocês.
- Gato, vamos fazer o seguinte - Sorri, dando meu máximo para não simplesmente dar o fora dali. - Eu te encontro ali na campina, em frente à bomba dos guaxinins. Quero que todos vejam o que realmente está em meu coração.
- Certo...
Tentei me soltar dele, mas ele não me largou.
- Eu não ganho um beijo de despedida? - Ele fez biquinho.
Cáspita. Droga. Shit. Pharmacum. Narkotik.
Sorri.
- Depois. Agora, eu preciso ir.
E então apenas dei o fora dali. Andei os primeiros metros calmamente, mas depois apenas saí correndo a 200km/h. Até que o peitoral de Josh me impediu de continuar.
- Ok, eu sabia que estava assustador lá - Josh ergueu uma sobrancelha. - Mas não a ponto de você querer um abraço meu.
Me soltei dele, ofendida. Eu não fizera nada daquilo por querer. Na real, não fazia ideia do que estava fazendo. Ainda estava muito desesperada.
Talvez... Desesperada o bastante para achar o abraço de Josh confortável? Ok, talvez não tanto assim.
- Eu só te atropelei - Corrigi. - Tecnicamente, você me abraçou.
Ele apenas me encarou, sério. Aquele não era o momento para decidir quem tinha abraçado quem.
- A bomba explode em dez segundos. Temos que dar o fora.
- Ótimo! Correr mais!
Mesmo assim, desembestei nos encalços de Josh. Chegamos à nossa base.
E então apenas olhamos um para o outro por um grande momento. Abrimos dois grandes sorrisos e rimos. E rimos. E passamos os segundos restantes rindo. Até que a bomba dos guaxinins explodiu.
Ele ergueu a mão e eu bati com a palma de minha mão na dele. E então apenas rimos mais.
Caminhamos até a base inimiga. TUDO estava coberto de lixo. Literalmente, tudo. O fedor atingiu minhas narinas e eu as tampei.
Passei por trás de Luke.
- Sabe, foi como eu disse - Abri um sorriso malicioso. - Eu SEMPRE consigo o que quero.
Ele olhou para trás e me olhou por um momento, até que entendeu. Eu achava mesmo que ele ficaria bravo. Esperava que ficasse. Mas, ao invés disso, ele apenas sorriu como se aprovasse.
- Eu te julguei mal - Decidiu ele. - Você não está nem perto de ser uma principiante.
Por mais que tentasse, não consegui encarar aquilo como um elogio.
- Certo... Bem, você está fedendo. Se não se importa, vou dar o fora daqui.
- E A VITÓRIA É DOS QUATIS! - Berrou o capitão Shelton.
- Mas... Foi a bomba deles que explodiu! - Maddie protestou.
- Você pode provar isso? - Ele ergueu uma sobrancelha. - Porque, pelo o que me parece, é a sua equipe que está na pior.
Barbie me puxou de canto.
- Eu não sei como vocês fizeram isso - Ela sorriu. - Mas é isso aí, garota!
- TODOS OS FEDIDOS, QUINZE MINUTOS NO LAGO. AGORA!

terça-feira, 12 de março de 2013

Adolescentes Selvagens; Capítulo 20: David


Só para constar, eu não sou desastrado. É só que o chão me odeia, as cadeiras e as mesas são valentonas e a parede sempre entra no caminho. Mas, como eu disse, não sou desastrado.
Luke estava cuidando de nossa bomba. Nenhum de nós ousou ser contra o plano, então apenas deixamos que ele fizesse o que dizia saber fazer.
O mais perto disso foi Maddie, que ficou em cima de Luke o tempo inteiro, fazendo sempre a mesma pergunta:
- Já está acabando?
- Princesa, pela última vez, eu tenho absoluto controle do que estou fazendo.
- Falta dois minutos.
- Certo, ok.
- Um minuto e cinquenta e nove, um minuto e cinquenta e oito...
- Ótimo, princesa.
- Luke, o tempo está acabando.
- EU SEI O QUE ESTOU FAZENDO!
- Pare de gritar e concentre-se, caramba!
Luke parecia a ponto de voar no pescoço dela.
- Para mim chega - Ele revirou os olhos. - BRIANNA! Sua vez de ajudar! Princesa, você pode descansar. Já ajudou muito.
- Tudo bem, posso aguentar mais um minuto.
- Maddie - Ele abriu um grande sorriso gentil (falso, com certeza, mas gentil). - Trabalho em equipe, certo? Vamos deixar que tooodos participem. É claro que a Brianna nunca vai fazer esse trabalho de supervisão tão bem quanto você, mas devemos deixá-la tentar.
Isso pareceu animá-la. Ela sorriu e saiu andando. Brianna parou ao lado de Luke, tomando o lugar de Maddison.
- Nunca o vi sendo tão gentil - Comentou ela.
- Ela não iria embora se eu não fosse gentil - Luke deu de ombros, ainda mexendo na bomba.
- Seria tão gentil se fosse outra pessoa que não Maddie?
Ele ergueu uma sobrancelha para ela.
- Não está insinuando que eu goste dela, está? Porque não tenho nem simpatia por ela.
- Claro - Ela sorriu. - Se tivesse, não a mandaria embora, certo?
- Isso aí. Agora, se me dá licença, eu tenho que cuidar de uma bomba.
- Claro, claro. Maddie, sua vez.
Apesar dos protestos de Luke, Brianna saiu do posto e Maddie voltou a ser a ajudante.
Certo, eu sabia que Brianna sorria até quando via um pernilongo, mas vê-la sorrir para Luke me deixou desconfortável. Não era como se ela sentisse algo por ele. Ela era legal demais para isso... Não era? Brianna era a pessoa mais incrível do universo. Ela merecia ter o cara mais incrível do universo, e não um bad boy arrogante.
Parei com o acesso irracional de ciúmes quando encontrei Sam atrás de uma moita.
- Sam? O que... O que está fazendo aqui? - Perguntei, incerto.
Ela me puxou para a moita também.
- Cale a boca - Ordenou ela.
- Não vou calar a boca! Você está espionando!
- Veja, eu ainda estou bem frustrada por causa da minha última conversa com o sr. Bíceps, então talvez você não devesse ficar contra mim.
- Ou...?
- Eu tenho uma faca no bolso da jaqueta. Quer ver?
Eu não sabia se ela estava falando sério, mas talvez não fosse inteligente arriscar.
- Aqui está o que vamos fazer - Ela sorriu de forma gentil, falando em tom manso. - Eu vou voltar para a base da minha equipe sem fazer barulho, e podemos fingir que eu nunca tentei vir aqui. Foi uma ideia estúpida, achar que não seria pega.
- E como sabe que não vou contar para Luke?
- Como explicaria o fato de que me deixou escapar?
Ela saiu correndo para a base dos Quatis antes que eu pudesse impedi-la. Certo, agora você deve estar se perguntando "Como ele caiu nessa de que ela não voltaria a espionar?". Bem, há muitas explicações. Podemos considerar que ela tinha uma faca. Ou que eu não era rápido o bastante para persegui-la. Ou que sou uma pessoa otimista. Ou simplesmente que tenho problemas com garotas.
Principalmente as bonitas que têm facas e se escondem em moitas, e principalmente as que falam comigo em tom manso e sorriem de forma gentil. Droga, ela era boa.
Não comentei com ninguém sobre Sam ter vindo à base. Não ajudaria em nada se eu contasse. Eu não sabia o quanto ela tinha visto Luke fazer, e faltava menos de um minuto para a bomba explodir.

quarta-feira, 6 de março de 2013

Adolescentes Selvagens; Capítulo 19: Barbie


Tudo o que eu queria era jogar Tiffany e seu maldito sapato novo dentro de um buraco de árvore. E encher o buraco com esquilos raivosos.
- Sem querer ser chato... - Josh começou, incerto. - Mas talvez devêssemos acelerar um pouco o ritmo.
- Deveríamos nomear um líder - Sugeriu Tiffany.
- Um líder não nos faria correr mais - Apontou Sam. - Vamos logo, seus inúteis. Não sei vocês, mas eu quero almoçar. Talvez possamos achar frutas na floresta...
- Bem, eu não posso correr mais do que isso - A loira revirou os olhos. - Esses sapatos são Prada.
- Eu sou a favor de deixá-la para trás - Comentei. - Quem sabe ela se perde e morre?
- É a melhor ideia desde que chegamos aqui! - Sam bateu palmas. - Todos a favor? Não, Josh, eu não ligo se você acha isso imoral. Agora pegue essa sua energia de atleta babaca e CORRA, antes que eu te obrigue a fazer isso.
Corremos por quarenta e cinco minutos. Tiffany já havia esgotado todas as suas frescuras, eu já estava escorrendo de suor em lugares que nem sabia que era possível escorrer de suor e Sam parecia prestes a desmaiar. Josh mantinha o ritmo perfeitamente.
- Como... Como você... faz... isso? - Sam perguntou, arfando.
- Isso o quê? - Josh fitou-a.
- Cor...rer...
- Atleta babaca, lembra-se? - Ele abriu um sorriso satisfeito.
É possível alguém ficar sexy com o cabelo todo cheio de suor? Porque Josh estava fazendo um excelente trabalho quanto a isso.
Eu poderia descrever toda a caminhada cansativa, mas seria inútil. Ela foi exatamente igual durante toda a sua duração, ou seja: Um porre.
Sam estava conversando com Josh e, pelo tom da conversa e expressões faciais do garoto, ela estava reclamando. E já estava fazendo isso há um bom tempo.
Tiffany resmungava alguma coisa ininteligível que eu aprendera a ignorar.
- A gente já não passou por aqui? - Indagou Sam.
- Estou com essa impressão desde que começamos a andar - Suspirei.
- A caminhada faz bem... - Comentou Josh.
Fiquei agradecida quando Sam deu um tapa no braço dele em resposta ao comentário.
- É como se estivéssemos andando em círculos nesse lugar maldito - Completou ela.
- PORQUE VOCÊS ESTÃO ANDANDO EM CÍRCULOS! - A voz do capitão Shelton ecoou nos auto-falantes. - A OUTRA EQUIPE JÁ CHEGOU HÁ UMA HORA E MEIA! VOCÊS PERDERAM O ALMOÇO!
O que Sam proferiu depois foi uma série de palavrões em cinco línguas, incluindo algo que classifiquei como latim.
- Você fala latim? - Perguntei, curiosa.
- Não - Respondeu ela. - Mas meu ex colega de detenção falava latim. Ele era meio maluco, e tinha depressão. Sempre que algo dava errado, ele soltava uma série de palavrões em latim. E como estávamos na detenção, as coisas davam errado muito frequentemente. Como podem ver, detenções podem ser muito educativas.
Eu não tinha tanta certeza quanto a isso, mas não contestei. Depois de algum tempo que eu prefiro não especificar quanto, conseguimos chegar ao refeitório. Acabou que ele era, na verdade, bem próximo de onde estávamos.
Em uma mistura de deboche, triunfo e tédio, os Guaxinins começaram a nos aplaudir. Eu realmente esperava que eles tivessem uma dor de barriga terrível com aquele almoço maravilhoso.
Nós quatro paramos na porta, sem saber muito o que fazer, até que Sam tomou a dianteira e caminhou confiante até a mesa dos Quatis. Fizemos o mesmo.
- Ei, Price - Luke abriu um sorriso malicioso para Sam. - Nosso banquete foi muito bom. Teve carne, ovos, peixe, e até lagosta...
- Eu sou vegetariana, imbecil - Ela revirou os olhos. - Vá engasgar com a sua carne nojenta e me deixe em paz.
- Agora que os molengas chegaram, podemos continuar - Disse o Capitão Shelton.
- Espere, ainda não acabou? - Interrompeu Maddie, confusa.
- Obviamente não.
- Mas... Corremos vinte quilômetros e comemos esse banquete enorme. Eu não aguento nem ficar em pé. Precisamos dormir.
- O que vocês farão! - O capitão sorriu. - ...Ao final do desafio. Cujo eu não faço ideia de quando terminará, já que é um desafio de resistência.
Havia muitas coisas que gostaríamos de dizer naquele momento, mas todas elas foram resumidas pelo riso debochado de Sam enquanto ela zombava de Luke.
- O último a ficar acordado ganha o desafio - Declarou o capitão. - Pelo o que parece, os guaxinins estão em uma pequena desvantagem, desde que os quatis saibam se virar de estômago vazio... Encontrem-me em dez minutos no auditório.
- Tem um auditório aqui? - Perguntei.
- Sim, e vocês saberiam disso, caso tivessem feito o tour. O auditório fica atrás dos chalés.
Saímos para nossos dez minutos no chalé. Escovei meus dentes e coloquei sapatos mais confortáveis.
- Você vai levar o seu iPod? - Ergui uma sobrancelha para Sam.
Ela deu de ombros.
- Prefiro Green Day berrando em meus ouvidos do que o capitão Shelton.
Fazia sentido. Caminhamos até o tal auditório e nos sentamos em tocos de madeira nada confortáveis (afinal, eram tocos de madeira).
- Pontos extras para Price e Seaton pela excelente escolha de sapatos - Shelton anotou em sua prancheta, apontando para os coturnos de Sam e Luke. - É bom estar preparado para a guerra antes que a guerra se prepare para você.
Luke sorriu para Sam, mas ela o ignorou.
- Podemos andar logo com isso? - Pediu Tiffany impaciente.
- EU LHE DEI PERMISSÃO PARA FALAR, SOLDADO?
Maddie ergueu seu braço.
- O que foi, Stewart? - Shelton ergueu uma sobrancelha.
- Podemos, por favor, prosseguir, senhor?
- Certamente - Ele sorriu. - Veem, seus legumes podres? Deveriam usar essa garota como exemplo.
- Se fizermos isso, vamos acabar todos usando uma tiara e um suéter de lhama rosa - Luke revirou os olhos.
- Espere... Um suéter feito de lhama, ou um com um desenho de lhama? - Indagou Chloe.
- Por que isso importa? Algum dos dois lhe parece legal?
- Se as duas moças já acabaram com o papinho fashion - O capitão limpou a garganta. - Eu vou explicar o primeiro desafio.
- E quanto à corrida? - Disparou David. - ...Senhor.
- Ah, não. Aquilo era só o aquecimento.
Ele estava zoando com a minha cara. Tinha que estar.
- O desafio é o seguinte - Começou ele. - Dentro desta caixa, há papéis com desafios. Escolherei um de vocês para pegar um papel. O desafio será o mesmo para ambas as equipes. Caso algum membro da equipe se recuse a completar... - Ele abriu um sorriso malvado. - Essa pessoa ficará sob meus cuidados pessoais, e devo alertá-los, não será nada agradável. Rebelde, você pega o papel.
Sam e Luke levantaram de seus tocos de madeira. Ao perceberem isso, se encararam por um longo momento.
- Quero dizer a garota - O capitão revirou os olhos. - Você é o delinquente, ela é a rebelde.
- E qual o nexo disso?! - Luke protestou.
- HA! - Sam abriu um sorriso triunfante. - Toma essa, idiota.
- Sorte de principiante.
- E que tipo de veterano é você, sendo derrotado por uma principiante?
Eu não entendia realmente por que "rebelde" era tão melhor do que "delinquente", mas o que eu sabia sobre rebeldes... ou delinquentes? Tudo o que sabia era que ver Luke se dando mal era muito divertido.
Sam caminhou até o palco e pegou um papel. Ela torceu o nariz.
- Desarmar uma bomba de fedor.
- Fácil - Luke deu de ombros. - Suponho que saiba fazer isso.
- Delinquentes aprendem como desarmar bombas - Ela sorriu. - Rebeldes, não. Afinal, você não geralmente arma as bombas?
- Sim, mas há a chance de meu inimigo me mandar uma também.
- Então, alguma de vocês moças sabe desarmar? - Josh abriu um sorriso fraco, olhando para o resto da equipe.
Silêncio mortal.
- Vamos acabar logo com isso - Levantei do toco. - Onde está a maldita bomba?
- No meio do campo.
- Ótimo. Vamos, equipe.
Saímos andando até a tal bomba, que consistia em uma lata cheia de lixo com um cronômetro que começou a contar quando chegamos. Tínhamos exatamente 2min55s.
- Barbie, pode começar - Pediu Josh.
- O quê?! Eu não sei desarmar isso!
- Mas você... Ah, esqueça.
- Temos que escolher entre o fio verde e o azul - Declarou Sam, que analisava a bomba. Ela estava dando seu máximo para parecer calma e confiante, mas eu podia ver que ela tinha tanta ideia do que fazer quanto o resto de nós.
- COMECE COM O FIO VERDE! - Gritou Luke ao longe.
Silêncio.
- Cortem o azul - Decidiu Sam.
- Espere - Josh pediu. - E se ele estiver falando sério?
- Não seja tolo - Ela revirou os olhos.
- E se ele estiver usando psicologia reversa? Tipo... Falando verde, para que pensemos ser o azul, quando na verdade é o verde?
- Joshua - Ela abriu um pequeno sorriso calmo, como se estivesse falando com uma criança de seis anos. - Estamos nos referindo a Luke. Ele tem o cérebro de uma ameba subnutrida.
- Dois minutos e meio - Declarou Tiffany. - Eu voto em azul. Combina com os meus olhos.
- O que acontece se cortarmos os dois cabos de uma vez? - Sugeri.
- Só Deus sabe - Sam suspirou.
- Deus e Luke - Corrigi. - E se...?
- Não vou fazer acordos com terroristas - Declarou ela, firme.
- Afinal, como vamos cortar o fio? Espera que o roamos com os dentes?
- Eu tenho uma faca no bolso da jaqueta.
- Por que raios você...?
- Eu sempre a carrego, para emergências. Como desarmar bombas, ou assassinar terroristas que não querem cooperar.
Sam tirou um pequeno canivete de sua jaqueta.
- Mas... Pessoas como você e Luke não tem algum tipo de... Ligação, ou sei lá? - Perguntou Josh.
- Eu não sou como Luke - Eu podia jurar que ela estava segurando a faca com bem mais força depois do comentário.
Josh também pareceu ter percebido, porque recuou dois passos.
- Só estava sugerindo que...
Sam não deixou que ele terminasse de falar.
- Certo, então você é um popularzinho - Ela estreitou os olhos. - Tiffany também. Isso automaticamente faz de você um idiota como ela?
Prendendo a respiração, Josh andou três passos em direção a Sam. Eles estavam tão próximos que ela provavelmente podia sentir o hálito dele.
- Você tirou essa conclusão por si mesma assim que falou comigo pela primeira vez, não foi?
- O que quer dizer com isso?!
- Além do fato de você ser uma hipócrita cínica? Nada.
Quando a garota levantou a faca, eu juro que meu coração parou. Mas ela apenas a colocou na mão de Josh.
- Faça o que achar melhor com isso. Enfie no olho, sei lá. Vou lá lidar com o sr. Eu Desarmo Bombas.
- Desarmada? - Ergui uma sobrencelha.
- Ah, tudo bem. Vocês não precisam ter medo de Luke.
O sorriso que ela deu ao dizer isso foi tão sinistro que eu me perguntei se ela estava insinuando que, ao invés de termos medo de Luke, deveríamos ter medo dela.

domingo, 3 de março de 2013

Adolescentes Selvagens; Capítulo 18: Chloe


Eu simplesmente não entendia por que as pessoas tinha tanto medo de uma simples cobra venenosa. Ela estava enrolada em meu pescoço e eu estava muito bem.
- Chloe - Maddie sorriu. - Solte essa cobra. Por favor.
- Eu estou bem...
- Se ela disse que está bem, deixe-a, princesa - Luke deu de ombros. - Afinal, faz ideia de para onde estamos indo?
- Meu senso de direção é extremamente apurado, se é o que está insinuando - Ela estreitou os olhos, encarando-o.
- Temos que ir para a direita - Anunciei.
- Não, não, eu tenho certeza de que é a esquerda.
- Quer saber? - Luke bateu uma mão na outra, abrindo um sorriso amarelo para Maddison. - Eu prefiro seguir Chloe do que seguir você.
- Ah, então é assim? - Ela recuou, claramente ofendida.
- Obrigada, Luke! - Sorri, feliz.
- Temos de ir para a esquerda - Reforçou ela.
- Então boa sorte indo para a esquerda - Ele ergueu uma sobrancelha, tomando a trilha da direita.
- A equipe não pode se separar!
- Então nos impeça. Ou venha conosco.
Resmungando algo sobre "babuínos idiotas neandertais", ela tomou a trilha da direita.
- Talvez devêssemos votar sobre qual trilha ir - Sugeriu Brianna.
- Não, tudo bem. Maddie já escolheu também - Luke ficou bem mais alegre depois daquilo.
- Luke - Maddie chamou-o.
- Sim, princesa?
- Eu te odeio.
- O mesmo para você, princesa.
- Sinto a aproximação de um unicórnio à oeste - Declarei. - Deveríamos ter tomado a trilha da esquerda.
- Quem é a favor de voltar? - Perguntou Brianna.
- Quem é a favor de queimar a cabeça de Chloe numa fogueira? - Corrigiu Luke, irritado novamente.
- Isso foi malvado - Censurou Maddie.
- Princesa, talvez eu seja malvado - Luke encarou-a. - Já pensou nessa possibilidade?
- Nós três podemos andar mais rápido e deixar vocês discutirem em particular, se quiserem... - Ofereceu David.
- Não há nada a discutir! - Decidiu a garota. - Vamos andar logo, eu quero almoçar.
- E eu quero um elfo de estimação - Confessei. - Mas nem todos temos o que queremos.
- Quer saber, eu gosto dessa garota - Luke decidiu, apontando para mim. - Vou começar a falar com ela ao invés de falar com você.
- Espero que sejam felizes!
- Seremos, mesmo!
- Tá!
- Tá!
- Ótimo!
- Ótimístimo!
- Isso nem é uma palavra!
- Ah, então aqui está uma palavra para você: DANE-SE!
- São duas palavras!
- CALEM A BOOOOOOOOOOCA! - Berrei, irritada. - Você estão afastando o unicórnio.