Sou do tipo tradicional, que acha que Shakespeare sabia bem o que dizia. Me encanto por filmes românticos onde duas pessoas que se amam ficam juntas no final, especialmente se envolver corridas longas ou aeroportos.
Há quem diga que não pensamos direito quando estamos apaixonados, mas isso é porque o amor não é calculista nem racional; ele vem do coração, bem do fundo da alma, puro e simples, apesar de termos a mania de complicá-lo.
O caminho para o amor não é um vale verde e cheio de flores, onde há várias opções e você pode escolher quando e onde ir, e pode voltar atrás quando quiser. O caminho para o amor é a borda de um precipício cujo você não vê a profundidade. Pode haver algo muito bom lá embaixo, mas também pode haver muito sofrimento e solidão.
Algo que me encanta muito é o termo "suicida do amor". Em minha mente, ele designa alguém que pula do penhasco sem olhar para baixo. Sem olhar para trás. Alguém que toma o risco apenas porque algo incrível pode acontecer. Porque assim é o amor. Somos todos burros, ingênuos e emotivos. Mas o que nos diferencia um dos outros é a coragem. A audácia. Os cinco segundos de insanidade que nos levam a pular do penhasco.
O caso é que, às vezes, tudo o que precisamos são cinco segundos de insanidade. Cinco segundos que podem mudar totalmente o rumo de qualquer coisa. De nossas vidas, de nossa forma de pensar...
Mas, mesmo que tudo pareça uma droga, jamais se arrependa de ter amado. Porque se te fez feliz, mesmo que só por um momento, valeu qualquer pena possível. Todas as trocas de olhares, os sorrisos... São motivo para sorrir de novo. A vida é passageira, assim como os amores. Sei que quando minha vida acabar, lembrarei de tudo pelo o que passei, e não apenas de como meus dias terminaram. Procuro tratar o amor da mesma forma.
— Gaby Molina, suicida do amor.
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